quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Relato de Parto

Aproveitando a volta, deixo aqui pra vocês o meu relato de parto.


 “E tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais
Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”
(Alceu Valença, roubado de um email lindo de Renatinha)

Eu comecei a escutar os sinais da chegada de Alice numa quinta-feira, 15 de outubro. Eu estava então com 40 semanas e 4 dias de gestação. Mesmo sabendo que uma gravidez pode durar, normalmente, até 42, eu estava ficando cada vez mais ansiosa, para ver a carinha da minha filhota, pra sentir seu cheirinho, poder abraçá-la, mas também estava ansiosa para sentir meu corpo entrando em trabalho de parto. Não era medo! Não! Eu sentia uma ansiedade para vivenciar a experiência de parir. Eu queria parir!!!!
Para amenizar um pouco a ansiedade resolvemos, eu, mainha e Lelo, dar um passeio na praia. Ver o mar sempre me acalmou e, mesmo sendo esse Mar do Norte gelado, foi um passeio muito tranquilo e gostoso. Isso ajudou-me a entrar em contato com meu interior, a voltar-me pra dentro de mim. Na volta, eu já comecei a sentir minha barriga mais pesada, as contrações de Braxton Hicks mais fortes que de costume, mas achei que ainda não era a hora.
Chegamos em casa e, como de costume, depois do jantar eu fiz um escalda-pé. Foi aí que as coisas começaram a mudar, ou eu achei que sim. Senti umas contrações mais fortes que as do fim da tarde. Resolvemos ir deitar mais cedo. Daniel fez uma massagem em mim e depois fomos ver um filme no computador. Lembro-me que eu não conseguia posição pra deitar direito, a barriga incomodando um pouco, virava de um lado pro outro e não me sentia confortável. Não consegui me concentrar pra ver o filme e resolvi (tentar) ir dormir. Lá pras 10 ou 11 da noite comecei a sentir umas contrações diferentes, no pé da barriga, e elas começaram a se repetir. Vinha uma, passava, vinha outra, passava, como ondas.  Olhei pra Daniel com os olhos cheios de lágrimas e disse “amor, acho que tá chegando a hora!”. Eu estava emocionada, feliz por sentir que meu corpo estava entrando em trabalho de parto. A gente então começou a marcar as contrações, pra ver se tinham alguma regularidade. Elas estavam variando em intervalos de 10, às vezes 15 minutos, outras vezes 5. Ou seja, ainda não estavam regulares. Paramos de contar e ficamos conversando por um tempão. Falamos de nossas expectativas, nossos desejos, da filhota que estava por vir. Depois de um tempo marcamos de novo (por uma hora) as contrações, elas estavam mais próximas, com intervalos entra 5 a 7 minutos, mas não estavam ficando  mais intensas. Foi quando eu disse pra Daniel ir dormir, que se alguma coisa mudasse eu acordaria ele.
E eu passei a noite e a madrugada inteira sentindo as contrações. Elas eram intensas, mas eu sabia, sentia que ainda não estavam progredindo do jeito que tinha que ser, pois não aumentavam de intensidade. Quando começou a amanhecer, como que por um passe de mágica, as contrações foram diminuindo, diminuindo e pararam. Nossa, fiquei super frustrada. Mil coisas passaram na minha cabeça, medo de não entrar em trabalho de parto mesmo, medo de ter que fazer cesariana, medo de perceber que meu corpo não fosse capaz de trazer minha filha ao mundo. FRUSTRAÇÃO! Esse era meu sentimento. Passei a sexta-feira meio tristinha, mas ao mesmo tempo, tentando me conectar com meu corpo, perceber se ele estava mandando mais sinais. Estava introspectiva!
Sexta à noite repetimos nosso ritual, escalda-pé e, antes de dormir, massagem do maridão. Lembro-me que a gente começou a fazer essa massagem tanto pra aliviar as dores nas costas que eu sentia, como para que Daniel fosse treinando para a hora do parto, a Hora “P”. Fui dormir com a expectativa de que Alice estava chegando. E as contrações voltaram, devagarzinho, elas foram surgindo, de novo, como ondas. Dessa vez não criei tanta expectativa. Podia ser “alarme falso” de novo. Marcamos as contrações e elas até tinham uma regularidade, por um tempo, mas depois espaçavam novamente. E nada de aumentarem de intensidade.
De novo, falei pra Daniel ir dormir e se algo mudasse eu chamaria ele. Pela segunda noite consecutiva não dormi. Fiquei sentindo as contrações durante toda a madrugada, elas estavam mais intensas que na noite anterior e por isso, não conseguia ficar mais deitada. Mas eu sabia que eu tinha que dormir, descansar um pouco, pois a hora P estava mesmo chegando. Resolvi pegar a gorda (bola de pilates), botei um colchonete no chão, fiquei sentada nele e me apoiei na gorda. Assim eu passei a madrugada do dia 16, tendo contrações (já bem doloridinhas) de cinco em cinco minutos, que duravam em torno de 1 minuto. No intervalo das contrações eu baixava a cabeça na gorda e cochilava. Quando sentia novamente uma contração eu levantava a cabeça, fazia umas respirações e massageava a barriga. E nessa eu fui até de manhã, quando, mais uma vez, aos primeiros raios de sol as contrações foram embora.
Levantei me sentindo muito carente. Mas era uma carência de filha. Era como se meu incosciente estivesse dizendo “te prepara porque daqui a pouco você vai ser mãe e não mais filha!”. Mainha, que veio aqui pra casa acompanhar o nascimento da neta, estava dormindo na sala. Fui pra cama dela e fiquei lá, recebendo seus carinhos, aninhada no colo da minha mãe, da minha referência feminina.
Estava então completando 41 semanas. Como estávamos planejando um parto domiciliar, mas aqui na Holanda isso só é possível até atingir 42 semanas, quando a mulher completa 41 semanas as parteiras fazem o procedimento de deslocar a membrana pra “ajudar” a entrar em trabalho de parto. Ao meio dia Evelyne chegou e conversou comigo. Quando lhe contei que estava a duas noites tendo contrações e que de manhã elas “iam embora”, ela me disse que isso era muito normal, pois um dos hormônios responsável pelo parto (ocitocina) gosta do escurinho, de privacidade (e é por isso que a maioria das mulheres entram em trabalho de parto durante a madrugada!). Pois bem, ela me examinou, disse que eu já estava com 1cm de dilatação (fruto dessas duas noites intensas) e que meu colo estava favorável para fazer o deslocamento de membranas.  Feito isso, ela falou que eu tinha em torno de 50% de chance de entrar em trabalho de parto daqui pro início da noite.
Batata! Durante a janta eu senti uma contração bem diferente de todas as outras, bem mais intensa e foi aí meu corpo me disse “agora é pra valer”. A segunda onda veio, mais intensa me enchendo de orgulho e vontade de parir. Terminei a janta sentada na gorda, rebolando bem muito e parando de quando em vez pra respirar.
Depois da janta liguei o computador pra colocar música (nem lembro agora o que eu escutei!) e diminuímos a intensidade da luz em casa. As contrações estavam intensas (até meio incômodas), mas eu estava suportando tudo perfeitamente (e com gosto). Lembro que mainha ficou meio ansiosa, querendo que a gente marcasse o tempo das contrações, ou que ligássemos pra parteira. Mas eu sabia que ainda não era a hora, pois sentia que ainda não tinha regularidade.
Por volta das 10 da noite decidimos marcar o tempo e ver como estávamos progredindo. Contrações de cinco em cinco minutos, durando 1 minuto cada uma. Tava tão regular que Daniel predizia quando ia começar e terminar, parecia nado sincronizado, hehe. A contração ia chegando e Daniel dizia, “tá vindo né?”, ela ia passando e ele na contagem regressiva “10 9 8...2 1. Passou?” Isso me dava tranquilidade, eu sentia que a gente estava em sintonia! Ligamos pras parteiras e quem estava de plantão era Mathilda. Ela chegou de meia noite, mais ou menos. Conversou comigo, elogiou minhas reboladas na gorda e nossa tranquilidade. Me examinou e disse que eu estava com uns 4cm de dilatação. Ok! Mas ainda temos muito trabalho pela frente. Ela falou que ia voltar pra casa pra dormir um pouco e que em duas horas voltava. Perguntou tb se poderia trazer uma estagiária, o que nós concordamos. Ela se foi e nós ficamos em casa, confortáveis, conversando, trocando carinhos e olhares. Eu estava me sentindo maravilhosa um misto de orgulho, ansiedade, força e acima de tudo, introspecção. Durante as contrações eu fechava os olhos e mergulava em mim mesma, buscando minhas forças e minhas convicções. O me ligava ao mundo exterior durante as contrações era o toque nas minhas costas, das mãos (hora de Daniel, hora de mainha) que me faziam massagens.
Às duas da madrugada Mathilda voltou trazendo Maike (uma jovem aprendiz de parteira, recém-formada, linda, com a voz mais doce que já escutei. Aliá,s essa é uma das lembranças mais fortes de todo o trabalho de parto, a voz de Maike, me dando força, dizendo que eu estava indo muito bem). Novo exame de toque e ela me diz que eu estava com 6 cm de dilatação. A partir de agora elas iriam ficar aqui em casa, pois tudo poderia transcorrer bem rápido (ou não!). Ficamos todos na sala, e a conversa paralela começou a me incomodar. Resolvi ir para o quarto e ficar mais focada no meu processo. Levamos o computador (que reproduzia o barulho de um rio corrente), acendemos umas velas e tome massagem nas costas e na barriga. As contrações cada vez mais intensas, faziam eu procurar diversas posições pra me sentir mais confortável. Eu já estava na partolândia! Nem prestava mais muita atenção ao que se transcorria ao meu redor. Tudo o que eu queria era encontrar posições confortáveis, estava me sentindo feito gata parindo, que roda roda roda em torno do próprio eixo. A essa altura a gorda foi abandonada, eu não gostava mais dela! Ficava de quatro, de joelhos em cima da cama, segurava a barriga, deitava de lado. Nada parecia mais aliviar o incômodo das contrações, o que me dava forças, pois sabia que a cada nova onda, a chegada de Alice estava mais perto.
Novo exame de toque e eu estava com quase 8 cm. Mathilda conversa comigo e decidimos por romper artificialmente a bolsa, pra ver se acelerava o processo, pois eu estava mostrando sinais de cansaço (principalmente porque essa era a terceira noite que não dormia). Foi aí que descobrimos que tinha mecônio na água (ou seja, Alice tinha feito cocô dentro do líquido amniótico). Isso era então, indicação para irmos pro Hospital.
Ui, levei um susto! Tava tão bom ficar em casa, no escurinho, na minha cama, no meu apertamento. Ir ao hospital me trouxe angústias fortes. Estando em outro país, minha casa era meu refúgio, meu local seguro. Sair dali seria entrar num terreno desconhecido e não desejado! E hospital lembra cesária, coisa que eu não queria de jeito nenhum. Conversei essas coisas com Mathilda e ela me sugeriu que fôssemos para o Hospital de Leiderdorp, que lá ela poderia continuar me acompanhando e eu não passaria para a responsabilidade de ginecologista desconhecido. OK!
Fomos de “carona” com Mathilda. O caminho, que nem sei quanto tempo durou mesmo, foi pra mim uma eternidade (desconfortável). Encarar contrações fortes dentro de um carro não é nada agradável. Cheguei ao Hospital por volta das 6 da manhã. Sala muito clara, pessoas que eu nunca vi na vida e duas surpresas: 1) eu tinha regredido no trabalho de parto, estava agora com 4 cm (tudo pq não me senti segura com o ambiente hospitalar) e 2) teriam que colocar uns fios pelo meu canal vaginal pra fazer o monitoramento de Alice (por causa do mecônio). HORRÍVEL!!!!!
Durante as contrações eu tinha vontade de arrancar os fios que ficaram colados na minha perna com o aparelhinho medidor. Estava sem paciência, mas Daniel, sabiamente, com muita doçura, paciência e intensidade, me ajudou a serenar. Comecei novamente a tentar me concentrar e voltar para a partolândia. Pedi pra todo mundo sair do quarto e ficamos eu, mainha, Daniel e uma mini-gorda que tinha no hospital. Mais massagens, mais rebolado e de novo entrei na partolândia. Meio que por instinto (porque já não via muita coisa), senti mainha um pouco tensa com a situação e pedi pra ela sair do quarto.
Só eu e Daniel, fiquei mais à vontade. Mas já estava impaciente, meio doidinha mesmo. Daniel estava sempre muito paciente e participativo. Me ajudava com as massagens nas costas, na barriga, na cabeça, lembrava-me de manter o ritmo da respiração, respirando junto comigo. Mas o engraçado é que nesse momento tudo ficou meio maluco na minha cabeça. Eu queria ele junto de mim, mas me agoniava ter ele ali do meu lado. Lembro-me que eu dizia assim: “vai prali, pro canto da sala (e ele ia!). Não! Não, não, volta pra cá e faz mais massagem!” ou então “amor, pára de respirar assim perto de mim!!!!!!” E ele respeitou todas as minhas doidices e impaciências.
Chegou uma hora que eu não estava mais conseguindo posição nenhuma, a cama do hospital era ruim, e eu fui ficando com uma raiva tão grande de estar ali que pus pra fora, gritando em bom português “QUE CAMA RUIM DO CARALHO!!!!!!” Ninguém precisou entender o português pra compreender que foi uma reclamação, pois todos entraram na sala pra saber se estava tudo bem.
Eu estava exausta, três dias sem dormir e sentia que não estava progredindo como tinha que ser. Mathilda então conversou comigo, dizendo que iria me dar uma analgesia (diferente de anestesia!) pra que eu pudesse dormir um pouco e recobrar as forças. Perguntei se isso iria atrapalhar o desempenho de Alice e ela disse que não! Aceitei! Mas confesso que não senti diferença nenhuma. As contrações estavam intensas demais e muito próximas uma da outra! A impressão que eu tinha é que elas quase emendavam uma na outra. Foi então que Mathilda sugeriu fazer mais um exame de toque. Dessa vez foi diferente, ela fechou os olhos, se demorou, se concentrou. Quando ela abriu os olhos me disse: “já entendi o que está acontecendo. Alice é “teimosa” e não está abaixando a cabeça pra passar pelo canal vaginal. Por isso o trabalho de parto não está progredindo. Se você se deitar para o seu lado esquerdo vai forçá-la a baixar a cabeça. Isso vai ajudar”. Quem já passou sabe o quanto é difícil ficar deitada em pleno trabalho de parto, mas eu aceitei. E, como num passe de mágica, em 10 minutos eu passei de 6 pra 10 cm de dilatação e entrei na fase expulsiva. Quando disse que estava sentindo vontade de empurrar Maike arregalou os olhos e disse, “mas já?” Já mesmooooo!!!!!
Então vamos lá. Pedi pra levantar a cabeceira da cama e fiquei ali mesmo. Nossa, é uma sensação quase indescritível. Eu, que estava exausta, descobri uma força arrebatadora dentro de mim. Nada de cansaço, só determinação. Dói, mas é uma dor diferente, é uma dor “boa”, uma dor cheia! Cada contração eu sentia Alice passar pelo canal vaginal e pensei “estais nascendo num domingo, assim como tua mamãe aqui”. E todo mundo dizia, em três línguas diferentes “Ela está vindo, está nascendo!”. Eu coloquei a mão e senti a cabecinha dela ali, entre minhas pernas. Minha filha está nascendo! Me dei conta de que ainda estava vestia uma blusa. Tirei esse tecido de cima de mim porque não queria que nada estivesse entre mim e ela nesse primeiro momento. Assim que sua cabecinha saiu Maike cortou o cordão umbilical (que estava enrolado com duas voltas no pescocinho da pequena), ela perguntou se eu queria ampará-la quando saísse. Claro que sim né?!  Mais uma onda gigante e ela estava nos meus braços e coloquei-a na minha barriga. “Minha pequena! Minha filha! Prazer em conhecê-la! Linda!!!!!!”
Logo de cara ela fez um cocozão em cima da mamãe e abriu o berreiro, já nos avisando do seu temperamento forte. Chorou a plenos pulmões! Por causa da emoção todos estava falando muito alto. Sem nenhuma cerimonia pedi pra fazerem silêncio e trouxe minha pequena para junto dos meus seios e comecei a falar baixinho com ela “seja bem vinda ao mundo meu amor, eu sou sua mãe e esse aqui do lado é o papai!”  e ela rapidamente foi se acalmando e parou de chorar, olhou-me intensamente nos olhos e ali ficou selado nosso amor, nossa cumplicidade, nossa intimidade. Coloquei-a no peito e depois de algumas tentativas e erros, mamou por uma hora inteira. E eu fiquei sentindo seu cheirinho. Um cheirinho de entranhas, cheirinho de uma pessoa novinha em folha, cheirinho de vida brotando. Depois Mathilda pegou-a para limpar um pouco e convidou Daniel pra cortar o restante do cordão umbilical e colocar a primeira roupinha. Alice voltou a chorar quando saiu de junto de mim, mas Daniel começou a cantar pra ela, com uma voz doce e macia e ela se acalmou de novo. Colocada a roupinha, mais peitinho pra pequena, que veio com todo gosto.
O cansaço bateu, mas eu não queria tirar a pequena dos meus braços. E comecei a pescar com ela em cima de mim. Ok! Coloquei ela um pouco no berço e aproveitei pra comer um “boterham” e fui tomar banho, ajudada por Daniel. E meu mundo já não era mais o mesmo. Já não éramos só nós dois, “una pareja sin hijos”. Éramos três, uma tríade unida pelo amor!
Nossa pequena nasceu saudável, ficou sempre ao meu lado (mesmo durante os exames básicos) e foi recebida de forma tranquila e harmoniosa! Veio ao mundo na sua hora e foi aconchegada amorosamente.
Lembro-me da sensação de poder que me encheu o coração assim que eu pari. Eu pari!!!! Busquei minhas mais íntimas forças pra ajudar minha filha a chegar a esse mundo e abracei-a desde o início, um abraço que começou nas entranhas, no meu útero, e culminou nos meus braços, nos meus seios.
Agradeço a todos aqueles que me são queridos e que me incentivaram em minhas escolhas. Mas agradeço especialmente a algumas pessoas aqui. As parteiras, Lavina, Evelyne, Maike e Mathilda, obrigada por toda a assistência carinhosa que nos dispensaram. Agradeço também a Valery Bell pelo curso de preparo ao parto e as informações preciosas de como entrarmos em sintonia como nosso corpo (assim como ao grupo que, junto conosco, trocaram medos, dúvidas e esperanças). Agradeço a minha mãe, que atravessou o atlântico pra me dar referência e segurança feminina e por ter respeitado todas as minhas vontades e desejos de grávida. Obrigada por ter compartilhado do meu parto. Agradeço a Renatinha, que me incentivou e me fez entrar de cabeça (mergulho flexeiro mesmo) no mundo da maternidade ativa e do nascimento humanizado. Obrigada querida por toda a troca de experiências. E claro, agradeço a Daniel, meu marido, companheiro, minha metade. Obrigada por todos esses anos de cumplicidade, de caminhar juntos. Obrigada pelas massagens, pelas respirações, pelas palavras de conforto e incentivo. Obrigada por não ter saído do meu lado (nem quando eu pedi!), obrigada por me amar assim desse jeitinho mesmo, esse amor que me enche a existência, que me faz mais eu, mais tu, mais nós.
E por fim, obrigada a Alice, minha filha, por me abrir uma nova realidade, por me apresentar o mundo da maternidade, por fazer meu do meu coração um lugar muito maior, por me ensinar um amor ainda mais intenso. E hoje, mais do que nunca, acredito que “pra mudar o mundo é preciso também mudar a forma de nascer”!

Acho que voltei

Pois é,

Acho que estou, lentamente, voltando ao blog. Possivelmente o assunto mais recorrente por aqui vai ser maternidade, que continua sendo minha viagem preferida, mas acho que aos poucos outros temas estão conquistando espaço na minha vida. Vamos ver o que vai sair...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bloguinho de Alice

Olá pessoal,
Resolvemos criar um blog, especialmente pra Alice, pra que vocês possam curtir ainda mais os momentinhos da pequenina! Como a minha mais nova viagem é a maternidade, com certeza ainda escreverei bastante sobre minha princesa e as novidades que ela me apresentará ao longo do tempo.
Mas, a paritr de hoje, as novidades mais recentes serão atualizadas em AsAventuras de Alice na Holanda. Espero que vocês gostem!
Beijos a todos!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Já tenho um buchinho de guarú!



Alice já bateu a casa dos 3kg e por isso, já tem um buchinho de guarú bem gostoso, rsrsrsrsrsrs!

Outros Momentos da Primeira Semana de Alice

Olha só como ela ficava na barriga da mamãe


Dormindo no bercinho

 
 
 Com a Kraamverzorgende ou a enferemeira que cuidou da gente na primeira semana


Fazendo pose...

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mais algumas fotinhos

Olá pessoal,

Essa semana tem sido muuuuiiiiito intensa para todos nós por aqui. Tudo muito novo e, ao mesmo tempo, muito gostoso. Estamos estabelecendo rotina, nos conhecendo melhor e, o mais legal de tudo, Alice já está ganhando peso e a mamãe aqui está transbordando de leite e alegria.

Confesso que ainda estou meio aérea, absorvida com toda a intensidade desse processo e por isso, ainda não escrevi decentemente pra ninguém, mas aproveito aqui pra agradecer todo o carinho, amor e boas energias que todos vocês tem nos dado. Isso tem sido muito gostoso!

Deixo aqui mais fotinhos de Alice!

Primeiro banho


Depois do banho

 
 
Família Pimentel Vieira


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Alice nasceu!

Pessoas queridas,

Essa postagem vai ser rapidinha, só pra dizer que Alice nasceu e já está aqui entre nós, toda saudável e linda! Estamos aqui nos acostumando a nova rotina de mamadas e troca de fraldas, mas felizes da vida com nossa pequena princesa!
Depois volto aqui com mais tempo pra contar com mais detalhes sobre a chegada dela.
Deixo aqui umas fotinhos de alguns momentos especiais da chegada de Alice Pimentel Vieira!




 
  

domingo, 11 de outubro de 2009

Na espera...

Pois é pessoal, seguimos aqui na espera por Alice. Confesso que às vezes é bem difícil evitar a ansiedade. Qualquer dorzinha, normal do fim da gravidez, a gente já acha que pode ser o trabalho de parto começando, depois de cinco minutos tudo passa e a gente fica na vontade. Mas, mesmo com essa ansiedade toda, a gente tem procurado se manter calmo e aproveitar esses dias finais do buchão.

Sexta-feira fez um dia bonito de sol e aproveitamos pra dar um passeio com mainha. Fomos pra Alkmaar, uma cidade na Holanda do Norte, pequenina mas charmosa. Eu estou aproveitando esses passeios pra dar as caminhadas que fazem tão bem pra gravidinhas e manter o pique energético. Quando chego em casa faço um "escalda-pé" e depois recebo massagem do maridão. Delícia!!!!!







É isso, sei que vocês também estão ansiosos para a chegada da pequena, mas se aperreiem não que daqui a pouco ela está por aqui, é uma questão de dias agora =)
E, enquanto não temos fotinhos dela aqui do lado de fora, deixo algumas dela ainda na barriga, passeando por aqui e já vendo o frio chegar!

domingo, 4 de outubro de 2009

9 MESES

Êêêê, ontem completamos 9 meses (ou 39 semanas) e como vocês podem ver ainda estamos aqui dispostas, curtindo bem muito a barrigona! E com uma novidade, a mãe-vó já chegou por aqui! Faz uma semana que Alice recebe uns denguinhos a mais da vovó, que tava numa ansiedade danada pra curtir a filha gravidinha. E é o que ela está fazendo!!!
E para os apressadinhos de plantão, não comecem a dizer que Alice é preguiçosa, hein pois ela ainda tem 3 semanas de "prazo", sem precisar fazer nenhuma indução ou coisa parecida. E a mamãe aqui (e o papai também) está na maior tranquilidade.
É bem verdade que estamos ansiosos pra ver o rostinho dela, dar uns cheiros e tudo mais, mas também estamos respeitando bastante o tempinho dela. Agora o negócio é com ela, na hora que ela disser "estou pronta" estaremos só esperando, pois tudo está arrumadinho por aqui. Mas por enquanto Alice segue curtindo bem muito a barriga da mãe. É incrível como ela ainda se mexe bastante, principalmente à noite, na hora que me deito. A parteira falou que eu ainda tenho bastante líquido aminiótico e por isso ela segue confortavelmente fazendo as estripulias dela.



Ah, também já virou rotina receber massagem do maridinho, que todo dia está a postos, me ajudando a relaxar e a diminuir certos desconfortos típicos do fim da gravidez. Esotu mal acostumada, hehe! E ele também vai treinando e vamos entrando em sintonia, pra facilitar na "hora P". Amanhã teremos consulta com as parteiras e se tivermos novidades postaremos por aqui.







Beijinhos pra todos!!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cantinho pronto


Finalmente o cantinho de Alice ficou pronto!!!!!! Olhe, vou dizer uma coisa, casinha apertada e filho junto é uma mão-de-obra danada. Estamos num estica e puxa, empurra e volta, guarda aqui, encaixa ali, tudo pra caber as coisinhas da pequena e ainda sobrar um espaço mínimo de circulação. Mas no final, tudo tem dado certo. Com um pouquinho de paciência e o exercício da organização (muito mais difícil pra mim que pra Daniel, confesso), conseguiremos viver tranquilamente nesse tempinho que nos resta aqui.




Ontem, segunda-feira, recebemos a visita da Kraamzorg, a enfermeira que irá nos acompanhar por uma semana após o parto. Coversamos bastante com ela, que explicou pra gente as tarefas que irá fazer por aqui por casa, como por exemplo, ela ajuda na adaptação para a amamentação, dá dicas de como tornar isso mais fácil (se houver algum problema), ensina como dar banho e trocar a fralda, como ajeitar o bercinho, para que fique "à prova de acidentes", examina quanto que o bebê está mamando e quando está botando pra fora, também examina a mamãe aqui, pra ver se a recuperação está indo bem. Mas ela também limpa a casa todos os dias, cozinha pra gente, lava roupa e outros pequenos afazeres domésticos. Incrível né?!

Bom, ontem também fomos para a consulta com as parteiras. Continuamos as duas muito saudáveis! Alice já está encaixada. A parteira falou que ela ainda desce mais ao longo dos dias que faltam, mas que ela já tá na posição certinha de nascer. Pelas estimativas delas, Alice está com peso e tamanhos ótimos também. Desde a última consulta que ela também nos deu o telefone celular delas, para ligarmos quando a hora chegar. 

É isso! Depois tem mais pessoal!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um papo sério

Olá pessoal,
Hoje eu queria deixar aqui um texto que li numa lista de discussão da qual faço parte. É uma lista sobre a humanização do parto e, claro, sobre a conscientização de mulhers e homens envolvidos nesse processo.  É muito interessante poder ler e trocar experiências com pessoas que pensam mais ou menos parecido com a gente. Tem sido de grande ajuda pra mim, para desmestificar ainda mais histórias que envolvem o nascimento de uma criança, evento esse tão natural, fisiológico, mas que vem se transformando num mercado, entrando no ritmo louco da sociedade atual.
Essa lista, assim como tantas outras existentes (ainda bem que existem muitas), procura sempre basear os argumentos em evidencias científicas, mas, numa dessas discussões, umas das participantes levantou um outro lado, tão importante quanto o discurso racional, que é o emocional. Como ela mesmo fala: o ENCANTO do parto. Li e me emocionei bastante.
"Não são as evidências que podem resgatar o parto. É o resgate do ENCANTO do que um parto natural pode ser. É a sedução. Não sedução no sentido do engano, mas da conquista pelo desejo mesmo.
Acredito que muitas mulheres desejam marcar cesáreas, porque pensam que estão escolhendo o menos pior para si mesmas e seus bebês. Não se grita, não se judia da "paciente" anestesiada que vai boazinha pra cesárea. No fundo, não desejam de verdade a cirurgia. Quando perguntamos a elas por quê querem cesárea, elas respondem com mitos de bebê sufocado, ou então afirmações do tipo "prefiro um corte na barriga a um na vagina", ou então dizendo que a prima da vizinha da irmã sofreu muito porque o médico subiu na barriga dela, usou fórceps, gritou muito com ela etc,etc... Ou seja, falas de quem não faz idéia do que seja um parto respeitoso de verdade.
Mas posso apostar que se elas soubessem, e além de saber, se pudessem sentir-se capazes de parir naturalmente, (pois muitas dizem: é lindo, mas EUZINHA não conseguiria...) se soubessem do jeito que PODE ser, sendo respeitadas e acompanhadas em todo o processo, vivenciando e participando do nascimento do próprio filho, não abririam mão do seu parto de jeito nenhum. Assim, eu sinto que hoje, o resgate do parto natural passa sim pelas evidências científicas, mas avança na direção do resgate do parto belo. Assim como existe a idealização da primeira vez, que possa existir também o PARTO. Maiúsculo. O parto que faz uma mulher se sentir linda, perfeita, poderosa, fêmea, mamífera, mãe competente desde o primeiro segundo... Como todo parto deveria ser. O parto que faz tremer o mundo masculino, pela força da beleza e transformação.
Se a gente quer mesmo transformar a realidade do nascimento no Brasil, acredito que não é mostrando os males da cesárea e as evidências científicas que provam que o parto normal ou natural é melhor. É mostrando a cada mulher um sonho de parto possível, e muito diferente desse parto que essa sociedade tem nos oferecido. Que se acenda o desejo desse parto em todas as mulheres, e aí sim abalaremos qualquer estrutura. Um desejo aceso e apaixonado me parece ter muito mais força que qualquer evidência.
Depois de muito bater cabeça, minha pergunta atual tem sido essa: Como tornar a BELEZA do parto acessível a todas as mulheres? Como acordá-las para a realidade de que esse desejo pode se realizar e o parto pode ser a exepriência mais linda de suas vidas?" (Texto de Thais Stella, participante do grupo "Parto Nosso")
Bom, desde antes de ficar grávida, eu e Daniel já conversávamos sobre as possibilidades de parto, sobre a forma como o nascimento é encarado e vivenciado no Brasil e aqui na Holanda e, confesso, que fiquei muito feliz com a realidade daqui. Na Holanda uma grávida não é sinônimo de bomba relógio que pode estourar a qualquer momento. Tudo aqui é muito naturalizado, me sinto uma Pessoa, respeitada e cuidada em tudo que preciso. E isso não quer dizer que eles têm, aqui, uma postura paternalista, aquela coisa de quase colocar no colo. Não! Se não fizer perguntas para as perteiras, elas não têm o que responder, então fica subentendido que devemos, nós mesmas, buscar informação, procurar entrar em contato com o próprio corpo, saber ouvir e reconhecer os sinais que ele nos manda, pra daí acontecer a troca de informações com os profissionais.
Eu e Daniel estamos buscando essa BELEZA e esse ENCANTO que o parto pode ser. Sei que muitos não concordam com nossas escolhas, mas tenham, todos, certeza de que ela está sendo feita diante de muita consciência, muito cuidado (nosso e dos profissionais que nos acompanham), respeito e, mais que tudo isso, com muito amor: amor por mim, pelo meu corpo, pelo meu parceiro e por nosso bebê. E foi na tentativa de responder às perguntas que o texto acima coloca que trilhamos o caminho do parto domiciliar e consciente.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Que mãe mais doida!

 
É assim, de vez em quando preciso fazer umas caretinhas pra desopilar. E Alice vai aprender, é claro!

Apresentando a Gorda!

Calma, calma, não tô falando de mim não (apesar de que nessa reta final tô me sentindo gordinha mesmo) e sim da minha bola de parto, a qual apelidamos carinhosamente de "A gorda fedorenta". Bom, deixa eu explicar: gorda dá pra entender porque né, mas o "fedorenta" é porque ela tem um cheiro danado de borracha nova, então, por enquanto, ela é fedorenta mesmo, mas com o tempo ela vai perdendo esse cheirinho!


Pois é, agora estamos nos equipando para termos o nosso tão sonhado parto domiciliar. "A gorda" vai me ajudar muito no trabalho de parto, já que contribui para a abertura da pelvis e também me dará suporte para algumas posições bem interessantes para o parto. 
Também já compramos o Kraampaket (kit para o parto) que consiste em alguns items de higiene e limpeza, como também protetor para o colchão e para móveis que possivelmente poderão ser usados no trabalho de parto. Também fizemos um pequeno enxoval para Alice, pois constatamos que ela não tinha roupas para recém nascido, coitadinha, iria nascer e ficar peladinha, kkkk!!!
Começamos a lavar as roupinhas, lencóis e toalhas dela, pois estamos, daqui a pouco, entrando no período em que pode acontecer a qualquer momento. A partir de 37 semanas (estou com 35 semanas e 3 dias) já é possível ter o parto em casa e, pra não deixar tudo pra última hora, começamos a nos preparar com uma certa antecedência.
É isso. Depois teremos mais novidades!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

8 MESES

É hoje!!!!! Estamos entrando no último mês de gestação da pequena! Na verdade é aquela história que falei antes, contando por semana só completamos no sábado que vem, mas pela data do mês é hoje que completamos 8 meses.
 
 

Só pra vocês terem uma idéia, Alice está medindo, em média, cerca de 40 a 42 cm e pesa em torno de 2,5kg. Os pulmões estão quase maduros. É nesse período que estão se formando as gostosas dobrinhas que a gente tanto gosta de beijar e dar cheiro. Ela anda dando uns chutinhos mais fortes nas costelas, o que me dá uns sustos de vez em quando. As contrações de Braxton-Hicks (contrações de treino, não tem nada haver com o trabalho de parto hein?!) estão cada vez mais frequentes e um pouco mais intensas. Coisa normal para esse período da gestação.
Sábado que vem vamos comprar umas coisas para Alice e também para a mamãe aqui. É que no domingo uns amigos nossos nos deram um vale-presente para Alice, então vamos retirá-lo sábado agora. Também vamos comprar aquela bola grandona, usada muito em fisioterapia, pois ela ajuda bastante no trabalho de parto. Tenho a ligeira impressão que ela vai ser minha melhor amiga na hora H, pois poderei levá-la para o chuveiro e também usar tanto para alongar, quanto para os exercícios pélvicos, que ajudam na dilatação.
Deixo aqui também uma fotinho de nós três, nas últimas horinhas do aniversário de Daniel (o primeiro como papai).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mais uma pro time!

Agora que tenho o aval pra contar, coloco aqui uma fotinho da mais nova gravidinha do pedaço: minha querida amiga Gabi. Ela chegou aqui em casa com essa surpresa maravilhosa e ficamos contentíssimos!!!! Agora o mais engraçado foi vê-la passar por algumas coisas que eu já passei, como, por exemplo, o excesso de sono, kkkkkkk. Eita que essa gravidinha vai dormir muito ainda. Deixo aqui uma foto do casal (que agora também é um trio) num domingo de sol gostoso e outra das duas gravidinhas passeando em Delft.
 

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fotos do buchinho-buchão






Algumas fotos de um outro domingo de sol, mas dessa vez, fomos andando até o "parque" que tem aqui perto de casa, pra prevenir acidentes, hehehehe!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Buchinho, bicicleta e otras cositas mas...

Olá pessoal,

Eu sei que faz tempo que não atualizo o blog, mas é que recebemos visitantes ilustres por aqui e aí ficamos entretidos com eles. Gabi e Willi vieram passar uma semaninha aqui com a gente pra conhecer Alice. Eles deram sorte de pegar um tempo bom por aqui e aí pudemos fazer alguns passeios bem legais, apesar do "acidente" assim que eles chegaram. Como alguns já sabem, num domingo de sol resolvemos dar umas pedaladas até a praia aqui perto, pois gravidinha adora andar de bicicleta, mas já não aguenta tanto tempo em cima da sela, pois o buchão tá pesando um bocadinho, hehehehe.

Chegamos na praia e Daniel e Willi resolveram continuar a pedalada, então eu e Gabi ficamos manzanzando na areia e colocando o papo em dia, enquanto os meninos continuaram na estrada.



No caminho de volta Willi e Daniel se intrubicaram com as bicicletas e levaram uma queda feia. Willi quebrou a clavícula e Daniel fez uma fissura no rádio (segundo ele, o acontecido foi assim: ele descobriu que o Santa Cruz caiu da série D e isso deixou ele tão triste que quebrou o rádio, hahahahahha). Mas bom, quando descobrimos o acontecido, conversamos com os salva-vidas da praia e eles nos levaram para o Hospital da Rainha (que chique hein?!) e andamos de ambulância e tudo. A brincadeira era saber se eu ia entrar em trabalho de parto também, pra completar a cena. Foi um barato, apesar do susto! Mas todos estão bem.



Como vocês podem ver, tudo isso depois virou uma grande brincadeira. Os meninos levaram isso numa boa e com muito bom humor, apesar das dores que estavam sentido. O mais engraçado era andar nas ruas com eles, pois estavam com a mesma tipóia, no mesmo braço. Todo mundo olhava com cara engraçada! Mas apesar disso, conseguimos nos divertir um bocado juntos e foi ótimo pra matar as saudades.

Gabi e Willi, adoramos a visita de vocês!!!!!!!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Aqui na Holanda o dia dos Pais é no fim de Junho, mas como bons brasileiros que somos, comemoramos o dia dos pais daí do Brasil. Então, nosso domingo foi bem especial, afinal de contas esse é o primeiro dia dos Pais de Daniel.

Logo de manhã Alice "me pediu" pra fazer uma surpresa pro papai dela. Como ele é meio dorminhoco, resolvemos levar o café da manhã na cama e, de quebra, ele recebeu um buchinho embrulhado pra presente, kkkkkk. Pois é, essa foi uma peripécia que resolvi fazer. Já que a filhota ainda não está aqui pra comprar um presente pro papai dela, resolvi dar ela de presente pra ele e por isso passei uma fita de presente na barriguinha e foi assim que acordamos o mais novo papai do pedaço.

Depois de um café bem gostoso e de muitas risadas com o buchinho embrulhado pra presente, retomamos nosso mais novo passa-tempo: arrumar a casa pra Alice. Pois é, no sábado fomos numa loja comprar umas prateleiras para deixar o cantinho (sim, cantinho, porque ela não tem quarto só pra ela não) da pequena mais arrumadinho. Aí, no domingo, o papai aqui pegou a furadeira e meteu bronca, como vocês podem ver.



Depois de colocadas as prateleiras, pegamos alguns presentes que a pequenina já recebeu e colocamos no cantinho dela e olha só como já deu outra carinha. E onde Daniel está sentado vai ser o lugar do bercinho dela, que daqui a pouco tá chegando. É incrível como essas pequenas mudanças fazem uma diferença enorme. É como se Alice estivesse ainda mais presente por aqui. O que antes era só o nosso quarto, agora é também o quarto dela, como um espaço assim todo cheio de coisas lindinhas! A gente ficou feliz pra caramba como mais essa nova arrumação. E pode deixar que quando tiver outra a gente coloca por aqui.

Bom, no mais tudo segue bem. Ah, começamos o curso de preparação para o parto. As aulas são uma vez por semana e, de fato, o curso é todo feito com o casal. O primeiro encontro foi na quinta passada. Foi mais uma conversa, explicando como vai ser o curso e também para cada casal falar um pouco das expectativas que tem como o curso. Essa semana vamos aprender umas técnicas de massagem para aliviar a dor das contrações e também algumas posições que ajudam o trabalho de parto ficar mais curto. Estamos bem empolgados com curso, acho que vai ser muito bom pra nós dois e vai ajudar a entrarmos em sintonia um com o outro.

É isso! Em breve mais fotinhos do buchinho!