domingo, 14 de junho de 2009

23 semanas e 2 dias

Aqui vai um pequeno resumo da fase de desenvolvimento de Alice, que agora está com 23 semana e 2 dias: "agora seu comprimento é de mais ou menos 20cm (medida da cabeça ao bumbum) e pesa 455g. A parte interna do ouvido do bebê se consolida. Ainda magro e com a pele enrugada, o bebê já tem a aparência de quando nascer." Alice continua mexendo bastante dentro da sua casinha e Daniel já sente com mais frequência as pedaladas da pequena.

Aproveitando o tópico, deixo aqui umas fotos que fizemos esse fim de semana. A primeira é da delícia de fondue de queijo que fizemos no dia dos namorados (fizemos mesmo, nada daquelas misturas preparadas não!), as outras foram feitas especialmente pra serem postadas aqui, pra vocês poderem acompanhar o crescimento da barriguinha-barrigão.





Sexta-feira tenho mais uma consulta de pré-natal e aí posto as novidades que virão!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Finalmente fotos do Buchinho!!!!



Eita, depois de alguns tantos pedidos, posto aqui duas fotinhos do buchinho. Foi ontem, quando estávamos indo pra aula de Holandês! As fotos não estão lá essas coisas, mas já dá pra perceber que Alice tá crescendo rapidinho. Pois é, essa barriguinha aí é o equivalente a 21 semanas e 5 dias. Alice está com mais ou menos 20cm e está com quase todos os órgãos desenvolvidos. Ah, e ela também está se mexendo a ponto de eu sentir quando ela acorda, quando tá dançando (brincadeirinha, rsrsrsrs) e essa semana Daniel também conseguiu sentir os chutezinhos dela também. Que lindo né!!!!!!!! Eu continuo me sentindo ótima e sem nenhuma indisposição (êêêê!!!!). Aguardem que depois tem mais notícias.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Primeira Consulta

Sexta-feira fomos à nossa primeira consulta com o grupo de parteiras (ou verloskundigenpraktijk, quero ver vocês pronunciarem esse nome, hahahaha) que nos acompanhará até o fim da gestação. Confesso que eu estava um pouco apreensiva em relação à empatia que teríamos ou não com as pessoas que trabalham lá. Mas para a nossa surpresa, alívio e alegria, fomos mais do que bem recebidos.

Essa primeira consulta durou uma hora, onde a Lavína conversou bastante com a gente, tanto pra saber nossa "herança" biológica (doenças na família, comigo e com Daniel) como também para dar uma olhada nos exames que fiz no Brasil (que, pra minha surpresa, ela entendeu a maioria dos termos). Feito isso, ela também explicou como é o funcionamento e o acompanhamento do parto aqui na Holanda, como as coisas costumam acontecer. Confirmou o que eu já tinha falado no texto anterior, que se tudo continuar bem como está agora, não serei acompanhada por um médico obstetra e sim por elas mesmas (que diga-se de passagem, são super capacitadas pra fazer o trabalho, pois passam 4 anos na universidade estudando PARTO NORMAL). Falou com a gente sobre o parto hospitalar e o parto domiciliar e nos deixou muito à vontade pra decidir o que será melhor pra gente.
Eu, por outro lado, expliquei que no Brasil existe um "culto ao hospital" e que ainda não estamos bem certos do que pretendemos fazer, apesar de que, depois da consulta, acredito que eu e Daniel ficamos mais confiantes na possibilidade do parto domiciliar. Uma coisa engraçada é que fui explicar que queria muito que Daniel estivesse presente na hora do parto e ela, na mais-que-maior naturalidade disse "É claro que ele vai estar!". Aqui é quase regra geral os parceiros acompanharem as grávidas no trabalho de parto, participando ativamente.

Ah, ela também falou pra entrarmos em contato com o nosso seguro-saúde pra solicitar a Kraamzorg, ou seja, uma ajudante que nos visita (depois do parto) por (no mínimo) oito dias e fica na nossa casa por três horas pra ajudar a cuidar do bebê, dar banho, tirar alguma dívida sobre amamentação e ainda ajudar nas lides domésticas (se necessário). Essa pessoa é garantida por lei aqui na Holanda e, se o parto tiver complicações ou a criança tenha alguma necessidade especial, esse período pode ser estendido. Eu confesso que eu achei isso incrível e de uma extrema preocupação com a nova família que se inicia.


Por fim, ela examinou minha barriguinha-ona, escutou Alice e disse que ela está mais que saudável e bastante ativa no seu habitat uterino. A próxima consulta será daqui a três semanas e daqui pra lá é seguir vida normal. Ela também me deu uma indicação de uma piscina pública que tem aqui perto, que posso ir lá dar umas braçadinhas, pois vai fazer bem pra minhas pequeninas dores na lombar (e também mandou eu sentar mais ereta, hehehe). Também peguei informações sobre aula de Yoga para gestantes, mas o próximo módulo só começa em Julho.


Ah, e no final mesmo, ela nos deu um "Kit gravidez" com muitas revistas sobre vários assuntos, um guia do Bebê 2009, como todas as informações sobre a gravidez e o parto na Holanda (tudo em holandês, mas é bom que eu aprendo holandês e ainda me informo) e ainda por cima um bonequinho (um Knuffel) de presente. Achei lindo!!!!! E diante de tudo isso que vocês leram, podem imaginar o quanto a gente tá feliz com a chegada de Alice né?!

As fotos são do Knuffle, duas do festival em Rotterdam que fomos domingo (a foto não aparece a barriga, mas já dá pra ver que tô com jeitinho de grávida né?!) e a outra são das tulipas que compramos semana passada.





terça-feira, 26 de maio de 2009

Entrevista com parteira holandesa

Aproveitando a volta, deixo aqui o link com uma entrevista realizada pelo grupo "Parto do Princípio" com uma parteira holandesa que tem mais de 3 décadas de prática parturiente. É legal pra vocês também terem uma idéia de como seremos acompanhados aqui.

Entrevista: Nascer na Holanda - Entrevista com a parteira Mary Zwart
http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=entrevistaMaryZwart&ext=html

Espero que gostem!

Uma outra viagem

Eita, eita, retornando ao meu probre-blogue-mais-que-abandonado, venho aqui compartilhar com os poucos leitores uma experiência completamente nova, mas muito muito muito prazerosa que estamos (eu e Daniel) vivendo: estamos grávidos!!!!!!!!!!!!!!!!

Descobrimos o acontecimento ainda em Janeiro, antes de ir ao Brasil e o tempo que passamos na terrinha foi maravilhoso pra família e os amigos poderem curtir, ainda que bem no comecinho, a barriguinha que só faz crescer.

Bom, a decisão de ter um filhote vinha amadurecendo desde o segundo semestre do ano passado, e depois de muito conversarmos, decidimos enfim tentar de verdade. E depois de três meses de muitas tentativas (ai ai, é tão bom esse período de intensivão, kkkk) nos deparamos com um resultado mais que positivo. Mas é engraçado estar vivendo essas coisas num país em que não se domina a língua. Até pra comprar um teste de gravidez de farmácia é meio confuso. Explico, eu nunca tinha feito um teste de gravidez antes e não sabia bem como usá-lo e as instruções, é claro, estão todas em Holandês. Mas enfim, tinha que fazer ?! Fui na farmácia, comprei o teste e no primeiro dia de atraso fui lá e segui as recomendações (ou achava que estava fazendo) e no fim o resultado foi um tanto incerto. Dois tracinhos=grávida; um tracinho= não-grávida. Mas... e quando dá um tracinho escuro e outro quase translúcido??? Estou meio-grávida???? Acordei Daniel e pedi pra ele ver, ele também ficou na dúvida. Eita, será que fiz algo errado??? E tinha feito mesmo. Nas instruções tinha dizendo que depois que molha com o xixi, deve-se deixar o teste descansando na horizontal e eu, na ansiedade de ver o resultado, fiquei mexendo nele o tempo todo. No fim comprei outro teste e o resultado veio em menos de um minuto: gravidíssima!

Daí, procurei minha Huisarts (médica da família, ou o equivalente ao clínico geral aí no Brasil) pra dizer a novidade. Elas nos parabenizou e, pra minha surpresa, nos informou que o pré-natal aqui na Holanda só começa a partir do terceiro mês de gestação. Como estava indo ao Brasil, dei início ao acompanhamento por lá. O que foi também uma grande surpresa (infelizmente no sentido negativo). Bom, não sei se é porque planejamos e desejamos muito ter filho agora, ou se por alguma transformação hormonal, ou então devido à minha forma de encarar uma gravidez e o parto, mas a questão é que eu, até agora, estou muito tranquila em relação a gravidez e às transformações que ela traz. Mas me surpreendi, ao chegar no Brasil, com o medo que se tem do parto normal, inclusive por parte dos médicos. Nos três meses que passei lá, troquei de médico três vezes, por não gostar da abordagem que eles tinham sobre a gravidez e o parto. No primeiro, por exemplo, eu era quase uma inválida que não podia fazer nada, tinha que ficar em casa de quarentena. Um cara super grosseiro e preconceituoso. Enfim, na minha terceira visita, encontrei um médico com disposição para me escutar, tirar nossas dúvidas e, aparentemente, com uma visão menos mistificada do parto normal. Digo aparentemente porque, como não dei continuidade ao pré-natal no Brasil, não sei como ele se comportaria até o fim. O que me chamou atenção é que eu, mãe de primeira viagem, estava mais tranquila em relação à gravidez do que os próprios médicos. Mas esse é, talvez, um assunto para uma outra postagem...

Agora encontro-me de volta à Holanda e com uma consulta marcada para sexta, dia 29, com o grupo de parteiras que, provavelmente, irá nos acompanhar até o fim da gestação. Ainda não sei bem como será, principalmente no que diz respeito à língua, por isso ando lendo um livro que está ajudando a me familiarizar com os termos em inglês (pois eu sei que o holandês não vai dar mesmo) específicos sobre gravidez. Então acho que vai dar pra nos comunicar. Ainda quando estávamos pensando em ter filhos, fui pesquisar sobre o parto na Holanda e o que achei de informação foi muito estimulante, pois aqui existe uma prática de partos com o menor nível de intervenção possível, mas também uma infra-estrutura boa para casos de emergência. A filosofia geral aqui é que, numa gravidez de baixo risco (como é a minha por exemplo), a mulher é acompanhada por uma equipe de parteiras e não por um médico-obstetra e pode escolher entre ter o parto em casa ou no Hospital.

Nós ainda não sabemos como vai ser o nosso, pois tem muitas coisa que precisamos levar em consideração. Estamos esperando o primeiro contato com a equipe de parteiras e conversar com elas sobre nossas possibilidades e expectativas, mas o que me deixa mais feliz é que a abordagem comum daqui é a do parto normal, que é algo que eu (e Daniel também) quero muito experienciar. Por isso, deixo aqui uma poesia que encontrei num site que minha amiga Renata me indicou e que tem sido de grande ajuda pra desmistificar muitos mitos envolvendo a gravidez e o parto.

Poesia - Parto do Princípio (por Denise Ahrends)

Parto do Princípio
Porque parto com amor
É parindo que me reparto
E sempre me multiplico
Desde o princípio

Parto por inteiro
Com quem vier
Com quem me quiser
Parto com prazer
Parto do respeito
Por uma vida melhor

Parto porque acredito
Que um bom parto é possível
Parto com amor

E por amor vou partindo...
... e parindo

(poesia extraída do site http://www.partodoprincipio.com.br/

E mais uma vez compartilho com vocês mais uma das minhas viagens, a mais séria e a mais prazerosa até o momento. E também uma foto de nós três.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Colocando a mão na massa!!!!

Depois de um período muuuuuuuiiiito longo de ausência inspiratória, ou mesmo de viagens que valessem à pena comentar, retorno ao meu pobre bloguinho com uma viagem diferente...

Há duas semanas ganhamos de presente uma máquina de pasta, ou no bom e velho português-brasileiro, máquina de fazer macarrão. Quando abri o pacote e vi todos os instrumentos encaixotadinhos pensei "Zizus, parece mais instrumentos de tortura, kkkkkk". Confesso que sempre tive um fascínio por massas caseiras e sempre achei que seria dificílimo fazê-las. Lembro-me bem de uma viagem que eu e Lelo fizemos pra Chapada Diamantina e, no Vale do Capão, descobrimos um argentino (se não me engano o nome dele é Diego) que tinha um restaurante e sua especialidade era massas caseiras. Hummmmm, que delícia, aquela massa fresquinha, bem macia e com um bom molho por cima e um bom vinho pra acompanhar. Maravilha!!!!! Mas esse sonho de fazer a própria massa estava muito distante de mim, que naquela época só sabia fritar ovo, hehehe!

Mas nada como o tempo pra nos aprimorar... Eis-me aqui realizando vontades e alimentando desejos. Bom, primeiro fui ler o manual de instruções do meu aparelho de tortura, depois, como boa internética que sou, fui procurar algumas dicas em sites de culinária e depois cansei disso tudo e fui fazer mais ou menos do jeito que achava que tinha que ser...

Peguei minha farinha de trigo e os ovos, fiz aquele buraquinho no centro do "morro de trigo" e coloquei o primeiro ovo. Ops! Acidente à vista! O buraco que fiz só coube um ovo e a receita levaria dois. O que fazer??????? Coloquei o outro assim mesmo. Resultado: acidente!!!!!! O ovo saiu correndo da farinha de trigo e eu atrás dele, puxando com a mão toda melada, Ahhhhhh, vai dar errado!!!!!!! Mas calma, essa história não acaba em pizza! Eu fui mais rápida que ovo e consegui fazer ele se unir à farinha de trigo. Segundo obstáculo e talvez esse seja meu maior problema nas aventuras culinárias: o tamanho das xícaras!!!!! A receita pede duas xícaras e assim o fiz (mas acho que minhas "canecas" são quase o dobro do tamanho ideal de xícara. Resultado: tive que acrescentar mais ovos e refazer a corrida dos ovos, heehe!) Mas daí a coisa foi ficando gostosa...

Já faz tempo que descobri que eu adoro colocar a mão na massa (desde que aprendi a fazer massa de quiche!). Aquilo que aparentemente é um amontoado feioso começa a tomar forma. A gente começa a "acarinhar" a massa e ela vai ficando comportada, tomando jeitinho de algo que vai ficar gostoso (p.s.: geralmente eu sou daquelas que enquanto cozinha vai se empolgando com a própria comida e no final estou morrendo de vontade de experimentar minhas invenções!). Eu acho uma delícia ficar ali "amassando a massa" e confesso que faço isso com o maior carinho, colocando vontade e desejos naquela mistura de trigo e ovos... Eita, lembrei-me de "Como água para chocolate"!

Massa feita, ainda tinha mais um desafio: como usar a máquina!!!! O manual explica bem direitinho, tem até foto, mas quem já não teve aquela sensação de que, no manual, tudo parece muito mais simples do que verdadeiramente é?! Pois é... Peguei parte da massa e comecei a passar pela máquina, "Ihhhhhh, a máquina não fica parada no canto!!!! Como é que eu vou passar a massa pela máquina e seugurá-la ao mesmo tempo?!" Aha, foi aí que descobri pra quê servia uma pecinha pequenininha que tinha lá! Era pra prender a máquina no canto da mesa! ÊÊÊÊÊ! assunto resolvido, lá fui eu torturar a coitada da massa. Qual o quê! Ela até parece máquina de tortura, mas na verdade é a máquina que termina de fazer o carinho na massa até ela ficar no ponto. Na primeira "passada" ainda achava que seria um desastre, a massa se quebrou toda... Depois ela foi gostando daquele passa-dobra todinho e foi ficando com uma cara linda!!!!! E eu, claro, fui me empolgando e ficando toda orgulhosa! Terminei o passa-passa e fui cortar a massa. Escolhi o corte de fetuccini (que chique poder escolher o corte né, kkk) e, apesar de nas fotos do manual eles estarem mais bem feitinhos, o meu estava bem legal.

Liguei meu fogo, e coloquei a massa pra cozinhar e... mais uma surpresa: como cozinha rápido!!!! Fiz um molho de tomate com alho e manjericão e faltava o último desafio: a aprovação do público! E é claro que o maridão é a primeira cobaia (e maior entusiasta) das minhas viagens culinárias (e eu também, porque sou daquelas que se não gosto da comida que fiz, especialmente aquelas que me dedico mesmo, fico no maior mau humor). Mesa posta, vinho nas taças, 1,2,3 e, tcharamramram, ficou uma delíiiiicia!!!!! A massa fresca absorve mais o gosto do molho, é mais saborosa e mais macia e ainda está cheia de carinho.

E, nessas viagens todas, descobri mais uma paixão: adoooooro colocar a mão na massa!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Paris... até a última gota!

Morar na Europa tem dessas coisas. Há um mês atrás recebemos um convite de um amigo para passarmos o fim de semana em Paris. De cara aceitamos o convite - "nossa conhecer Paris..."
Na sexta nos encontramos com Carlos e pegamos a estrada. Com exatas cinco horas chegamos na tão famosa Cidade dos Boulevares. Uma cidade signo. A chegada é impactante, pra onde se olha tem monumentos incríveis, impregnados de História. Bom, chegamos às onze da noite e a única coisa que fizemos (depois de um rápido tour de carro) foi dormir, pra acordar cedo e aproveitar o dia - seize the day - carpe diem!

E foi o que fizemos! Começamos nossa caminhada às dez da manhã, pegando um metrô e fomos para todos os pontos turísticos que nossas pernas puderam aguentar (porque a cabeça, que foi atulhada de informação, já esqueceu um monte de coisas, kkk). A Bastilha (que não existe mais), Place des Vosges, Centro Pompidou, Notre Dame (ela é mais bonita de costas), Ópera Garnier, as Pontes do Sena, Jardins de Luxemburgo,Saint Germain des Pres, Arco do Triunfo etc, etc, etc. Quando deu seis da noite, nosso amigo desistiu de continuar batendo perna com a gente e resolveu voltar para o Hotel. Nós, que tínhamos marcado de se encontrar com um casal de amigos, continuamos nossas aventuras. Pegamos outro metrô e fomos parar nas escadarias da Sacré Coeur - ou Seu Crécré! Encontramos com Pedrão e Julieta e a monstrice começou.

Na verdade foi assim. Até às seis da tarde eu sentia que estava consumindo a cidade com os olhos. A grandiosidade dos monumentos, a quantidade de informação histórica associada a eles, a quantidade de fotos que tirei (parecia que era um backup pra minha memória). Depois das seis comecei a curtir de forma mais tranquila, observando mais os detalhes pequenos, uma pixação numa parede, uma plaquinha indicando um atelier, um gato preto escondido atrás de umas plantinhas... Foram dois momentos muito distintos.

Mas bom, andamos pelas ruas de Mont Martre e acho que todo aquele ar boêmio que no século XIX esse bairro respirou, também nos inspirou. Resolvemos comprar uma garrafa de Absinto e curtir a noite nas escadarias do Seu Crécré. Foi simplesmente ARRETADO!!!! Fomos presenteados com uma Lua Cheia, iluminando uma cidade que estava indo dormir. Nós, acordadíssimos e empolgadíssimos depois de acabar com a fada verde, fomos andar ainda mais pelas ruas de uma cidade que ainda estava acordada. Só que na empolgação do nosso encontro com Pedrão e Julieta, esquecemos de algumas coisas práticas, tipo, o metrô só funciona até duas da manhã. "Que horas são???" "Dez pras duas!!!!" "Corre que ainda dá tempo de pegar". Mas não deu!!! No meio do caminho os metrôs pararam de circular. "E agora???" E e Daniel já estávamos pensando que teríamos que voltar andando, mas nosso amigo Maldito salvou a noite (e deixou ela ainda mais divertida!!!). Vamos alugar umas bicicletas. Uau!!!!! Depois de tomar uma garrafa de Absinto (55% de álcool), andar de bicicleta, de madrugada, é muuuuuiiiiiito bom. Lá fomos nós terminar nosso passeio turístico no Moulin Rouge. Ainda faltava visitar um ícone da cidade - A Torre Eiffel! E lá fomos nós, passamos debaixo dela de bicicleta e, para a minha surpresa, ela estava apagada ("estava sem maquiagem" "A torre por ela mesma"). Mas foi tão divertido que nem liguei pra isso.Chegamos no Hotel jurando que o bar estaria aberto, pois não estávamos dispostos a ir dormir às três da manhã, sabendo que iríamos embora no outro dia e sem saber quando veríamos Pedrão e Julieta de novo. Pro nosso desespero, o bar estava fechado. Palma, palma, não priémos cânico!!!! Tinha uma brasileira trabalhando na recepção do Hotel e ela nos avisou de uma vendinha (de um Turco que falava Português), que passava a madrugada aberta. É claaaro que fomos lá. Duas vezes por sinal. E ficamos conversando no Hall do Hotel até não aguentarmos mais. Às quatro da manhã a cozinha estava começando a funcionar e um funcionário (que santo) trouxe quatro pain au chocolat pra nós, pobres bebinhos, kkkk! Que delícia. Ficamos até as seis da manhã juntinhos, bebendo e conversando besteira.

Às oito tínhamos que acordar para ir para o Louvre. Ui ui ui. Tiramos um cochilo de duas horinhas e Daniel conseguiu a façanha de acordar mais bêbo do que quando foi dormir. Estávamos os dois numa ressaca braba dentro do Louvre.Resultado, não vi a menor graça na Monalisa. Provavelmente a ressaca e a quantidade de gente ao redor ajudou na minha antipatia pela estrela do museu, mas de fato, não achei lá essas coisas.

Domingo à tarde pegamos a estrada de volta pra Holanda e a sensação que levei de Paris é que aproveitamos até a última gota (de cachaça, kkkkk). Uma cidade muito bonita e que merece ser visitada com mais calma, mas ainda assim, valeu muito a visita!