Aproveitando a volta, deixo aqui o link com uma entrevista realizada pelo grupo "Parto do Princípio" com uma parteira holandesa que tem mais de 3 décadas de prática parturiente. É legal pra vocês também terem uma idéia de como seremos acompanhados aqui.
Entrevista: Nascer na Holanda - Entrevista com a parteira Mary Zwart
http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=entrevistaMaryZwart&ext=html
Espero que gostem!
terça-feira, 26 de maio de 2009
Uma outra viagem
Eita, eita, retornando ao meu probre-blogue-mais-que-abandonado, venho aqui compartilhar com os poucos leitores uma experiência completamente nova, mas muito muito muito prazerosa que estamos (eu e Daniel) vivendo: estamos grávidos!!!!!!!!!!!!!!!!
Descobrimos o acontecimento ainda em Janeiro, antes de ir ao Brasil e o tempo que passamos na terrinha foi maravilhoso pra família e os amigos poderem curtir, ainda que bem no comecinho, a barriguinha que só faz crescer.
Bom, a decisão de ter um filhote vinha amadurecendo desde o segundo semestre do ano passado, e depois de muito conversarmos, decidimos enfim tentar de verdade. E depois de três meses de muitas tentativas (ai ai, é tão bom esse período de intensivão, kkkk) nos deparamos com um resultado mais que positivo. Mas é engraçado estar vivendo essas coisas num país em que não se domina a língua. Até pra comprar um teste de gravidez de farmácia é meio confuso. Explico, eu nunca tinha feito um teste de gravidez antes e não sabia bem como usá-lo e as instruções, é claro, estão todas em Holandês. Mas enfim, tinha que fazer né?! Fui na farmácia, comprei o teste e no primeiro dia de atraso fui lá e segui as recomendações (ou achava que estava fazendo) e no fim o resultado foi um tanto incerto. Dois tracinhos=grávida; um tracinho= não-grávida. Mas... e quando dá um tracinho escuro e outro quase translúcido??? Estou meio-grávida???? Acordei Daniel e pedi pra ele ver, ele também ficou na dúvida. Eita, será que fiz algo errado??? E tinha feito mesmo. Nas instruções tinha dizendo que depois que molha com o xixi, deve-se deixar o teste descansando na horizontal e eu, na ansiedade de ver o resultado, fiquei mexendo nele o tempo todo. No fim comprei outro teste e o resultado veio em menos de um minuto: gravidíssima!
Daí, procurei minha Huisarts (médica da família, ou o equivalente ao clínico geral aí no Brasil) pra dizer a novidade. Elas nos parabenizou e, pra minha surpresa, nos informou que o pré-natal aqui na Holanda só começa a partir do terceiro mês de gestação. Como estava indo ao Brasil, dei início ao acompanhamento por lá. O que foi também uma grande surpresa (infelizmente no sentido negativo). Bom, não sei se é porque planejamos e desejamos muito ter filho agora, ou se por alguma transformação hormonal, ou então devido à minha forma de encarar uma gravidez e o parto, mas a questão é que eu, até agora, estou muito tranquila em relação a gravidez e às transformações que ela traz. Mas me surpreendi, ao chegar no Brasil, com o medo que se tem do parto normal, inclusive por parte dos médicos. Nos três meses que passei lá, troquei de médico três vezes, por não gostar da abordagem que eles tinham sobre a gravidez e o parto. No primeiro, por exemplo, eu era quase uma inválida que não podia fazer nada, tinha que ficar em casa de quarentena. Um cara super grosseiro e preconceituoso. Enfim, na minha terceira visita, encontrei um médico com disposição para me escutar, tirar nossas dúvidas e, aparentemente, com uma visão menos mistificada do parto normal. Digo aparentemente porque, como não dei continuidade ao pré-natal no Brasil, não sei como ele se comportaria até o fim. O que me chamou atenção é que eu, mãe de primeira viagem, estava mais tranquila em relação à gravidez do que os próprios médicos. Mas esse é, talvez, um assunto para uma outra postagem...
Agora encontro-me de volta à Holanda e com uma consulta marcada para sexta, dia 29, com o grupo de parteiras que, provavelmente, irá nos acompanhar até o fim da gestação. Ainda não sei bem como será, principalmente no que diz respeito à língua, por isso ando lendo um livro que está ajudando a me familiarizar com os termos em inglês (pois eu sei que o holandês não vai dar mesmo) específicos sobre gravidez. Então acho que vai dar pra nos comunicar. Ainda quando estávamos pensando em ter filhos, fui pesquisar sobre o parto na Holanda e o que achei de informação foi muito estimulante, pois aqui existe uma prática de partos com o menor nível de intervenção possível, mas também uma infra-estrutura boa para casos de emergência. A filosofia geral aqui é que, numa gravidez de baixo risco (como é a minha por exemplo), a mulher é acompanhada por uma equipe de parteiras e não por um médico-obstetra e pode escolher entre ter o parto em casa ou no Hospital.
Nós ainda não sabemos como vai ser o nosso, pois tem muitas coisa que precisamos levar em consideração. Estamos esperando o primeiro contato com a equipe de parteiras e conversar com elas sobre nossas possibilidades e expectativas, mas o que me deixa mais feliz é que a abordagem comum daqui é a do parto normal, que é algo que eu (e Daniel também) quero muito experienciar. Por isso, deixo aqui uma poesia que encontrei num site que minha amiga Renata me indicou e que tem sido de grande ajuda pra desmistificar muitos mitos envolvendo a gravidez e o parto.
Descobrimos o acontecimento ainda em Janeiro, antes de ir ao Brasil e o tempo que passamos na terrinha foi maravilhoso pra família e os amigos poderem curtir, ainda que bem no comecinho, a barriguinha que só faz crescer.
Bom, a decisão de ter um filhote vinha amadurecendo desde o segundo semestre do ano passado, e depois de muito conversarmos, decidimos enfim tentar de verdade. E depois de três meses de muitas tentativas (ai ai, é tão bom esse período de intensivão, kkkk) nos deparamos com um resultado mais que positivo. Mas é engraçado estar vivendo essas coisas num país em que não se domina a língua. Até pra comprar um teste de gravidez de farmácia é meio confuso. Explico, eu nunca tinha feito um teste de gravidez antes e não sabia bem como usá-lo e as instruções, é claro, estão todas em Holandês. Mas enfim, tinha que fazer né?! Fui na farmácia, comprei o teste e no primeiro dia de atraso fui lá e segui as recomendações (ou achava que estava fazendo) e no fim o resultado foi um tanto incerto. Dois tracinhos=grávida; um tracinho= não-grávida. Mas... e quando dá um tracinho escuro e outro quase translúcido??? Estou meio-grávida???? Acordei Daniel e pedi pra ele ver, ele também ficou na dúvida. Eita, será que fiz algo errado??? E tinha feito mesmo. Nas instruções tinha dizendo que depois que molha com o xixi, deve-se deixar o teste descansando na horizontal e eu, na ansiedade de ver o resultado, fiquei mexendo nele o tempo todo. No fim comprei outro teste e o resultado veio em menos de um minuto: gravidíssima!
Daí, procurei minha Huisarts (médica da família, ou o equivalente ao clínico geral aí no Brasil) pra dizer a novidade. Elas nos parabenizou e, pra minha surpresa, nos informou que o pré-natal aqui na Holanda só começa a partir do terceiro mês de gestação. Como estava indo ao Brasil, dei início ao acompanhamento por lá. O que foi também uma grande surpresa (infelizmente no sentido negativo). Bom, não sei se é porque planejamos e desejamos muito ter filho agora, ou se por alguma transformação hormonal, ou então devido à minha forma de encarar uma gravidez e o parto, mas a questão é que eu, até agora, estou muito tranquila em relação a gravidez e às transformações que ela traz. Mas me surpreendi, ao chegar no Brasil, com o medo que se tem do parto normal, inclusive por parte dos médicos. Nos três meses que passei lá, troquei de médico três vezes, por não gostar da abordagem que eles tinham sobre a gravidez e o parto. No primeiro, por exemplo, eu era quase uma inválida que não podia fazer nada, tinha que ficar em casa de quarentena. Um cara super grosseiro e preconceituoso. Enfim, na minha terceira visita, encontrei um médico com disposição para me escutar, tirar nossas dúvidas e, aparentemente, com uma visão menos mistificada do parto normal. Digo aparentemente porque, como não dei continuidade ao pré-natal no Brasil, não sei como ele se comportaria até o fim. O que me chamou atenção é que eu, mãe de primeira viagem, estava mais tranquila em relação à gravidez do que os próprios médicos. Mas esse é, talvez, um assunto para uma outra postagem...
Agora encontro-me de volta à Holanda e com uma consulta marcada para sexta, dia 29, com o grupo de parteiras que, provavelmente, irá nos acompanhar até o fim da gestação. Ainda não sei bem como será, principalmente no que diz respeito à língua, por isso ando lendo um livro que está ajudando a me familiarizar com os termos em inglês (pois eu sei que o holandês não vai dar mesmo) específicos sobre gravidez. Então acho que vai dar pra nos comunicar. Ainda quando estávamos pensando em ter filhos, fui pesquisar sobre o parto na Holanda e o que achei de informação foi muito estimulante, pois aqui existe uma prática de partos com o menor nível de intervenção possível, mas também uma infra-estrutura boa para casos de emergência. A filosofia geral aqui é que, numa gravidez de baixo risco (como é a minha por exemplo), a mulher é acompanhada por uma equipe de parteiras e não por um médico-obstetra e pode escolher entre ter o parto em casa ou no Hospital.
Nós ainda não sabemos como vai ser o nosso, pois tem muitas coisa que precisamos levar em consideração. Estamos esperando o primeiro contato com a equipe de parteiras e conversar com elas sobre nossas possibilidades e expectativas, mas o que me deixa mais feliz é que a abordagem comum daqui é a do parto normal, que é algo que eu (e Daniel também) quero muito experienciar. Por isso, deixo aqui uma poesia que encontrei num site que minha amiga Renata me indicou e que tem sido de grande ajuda pra desmistificar muitos mitos envolvendo a gravidez e o parto.
Poesia - Parto do Princípio (por Denise Ahrends)
Parto do Princípio
Porque parto com amor
É parindo que me reparto
E sempre me multiplico
Desde o princípio
Parto por inteiro
Com quem vier
Com quem me quiser
Parto com prazer
Parto do respeito
Por uma vida melhor
Parto porque acredito
Que um bom parto é possível
Parto com amor
... e parindo
(poesia extraída do site http://www.partodoprincipio.com.br/
E mais uma vez compartilho com vocês mais uma das minhas viagens, a mais séria e a mais prazerosa até o momento. E também uma foto de nós três.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Colocando a mão na massa!!!!
Depois de um período muuuuuuuiiiito longo de ausência inspiratória, ou mesmo de viagens que valessem à pena comentar, retorno ao meu pobre bloguinho com uma viagem diferente...
Há duas semanas ganhamos de presente uma máquina de pasta, ou no bom e velho português-brasileiro, máquina de fazer macarrão. Quando abri o pacote e vi todos os instrumentos encaixotadinhos pensei "Zizus, parece mais instrumentos de tortura, kkkkkk". Confesso que sempre tive um fascínio por massas caseiras e sempre achei que seria dificílimo fazê-las. Lembro-me bem de uma viagem que eu e Lelo fizemos pra Chapada Diamantina e, no Vale do Capão, descobrimos um argentino (se não me engano o nome dele é Diego) que tinha um restaurante e sua especialidade era massas caseiras. Hummmmm, que delícia, aquela massa fresquinha, bem macia e com um bom molho por cima e um bom vinho pra acompanhar. Maravilha!!!!! Mas esse sonho de fazer a própria massa estava muito distante de mim, que naquela época só sabia fritar ovo, hehehe!
Mas nada como o tempo pra nos aprimorar... Eis-me aqui realizando vontades e alimentando desejos. Bom, primeiro fui ler o manual de instruções do meu aparelho de tortura, depois, como boa internética que sou, fui procurar algumas dicas em sites de culinária e depois cansei disso tudo e fui fazer mais ou menos do jeito que achava que tinha que ser...
Peguei minha farinha de trigo e os ovos, fiz aquele buraquinho no centro do "morro de trigo" e coloquei o primeiro ovo. Ops! Acidente à vista! O buraco que fiz só coube um ovo e a receita levaria dois. O que fazer??????? Coloquei o outro assim mesmo. Resultado: acidente!!!!!! O ovo saiu correndo da farinha de trigo e eu atrás dele, puxando com a mão toda melada, Ahhhhhh, vai dar errado!!!!!!! Mas calma, essa história não acaba em pizza! Eu fui mais rápida que ovo e consegui fazer ele se unir à farinha de trigo. Segundo obstáculo e talvez esse seja meu maior problema nas aventuras culinárias: o tamanho das xícaras!!!!! A receita pede duas xícaras e assim o fiz (mas acho que minhas "canecas" são quase o dobro do tamanho ideal de xícara. Resultado: tive que acrescentar mais ovos e refazer a corrida dos ovos, heehe!) Mas daí a coisa foi ficando gostosa...
Já faz tempo que descobri que eu adoro colocar a mão na massa (desde que aprendi a fazer massa de quiche!). Aquilo que aparentemente é um amontoado feioso começa a tomar forma. A gente começa a "acarinhar" a massa e ela vai ficando comportada, tomando jeitinho de algo que vai ficar gostoso (p.s.: geralmente eu sou daquelas que enquanto cozinha vai se empolgando com a própria comida e no final estou morrendo de vontade de experimentar minhas invenções!). Eu acho uma delícia ficar ali "amassando a massa" e confesso que faço isso com o maior carinho, colocando vontade e desejos naquela mistura de trigo e ovos... Eita, lembrei-me de "Como água para chocolate"!
Massa feita, ainda tinha mais um desafio: como usar a máquina!!!! O manual explica bem direitinho, tem até foto, mas quem já não teve aquela sensação de que, no manual, tudo parece muito mais simples do que verdadeiramente é?! Pois é... Peguei parte da massa e comecei a passar pela máquina, "Ihhhhhh, a máquina não fica parada no canto!!!! Como é que eu vou passar a massa pela máquina e seugurá-la ao mesmo tempo?!" Aha, foi aí que descobri pra quê servia uma pecinha pequenininha que tinha lá! Era pra prender a máquina no canto da mesa! ÊÊÊÊÊ! assunto resolvido, lá fui eu torturar a coitada da massa. Qual o quê! Ela até parece máquina de tortura, mas na verdade é a máquina que termina de fazer o carinho na massa até ela ficar no ponto. Na primeira "passada" ainda achava que seria um desastre, a massa se quebrou toda... Depois ela foi gostando daquele passa-dobra todinho e foi ficando com uma cara linda!!!!! E eu, claro, fui me empolgando e ficando toda orgulhosa! Terminei o passa-passa e fui cortar a massa. Escolhi o corte de fetuccini (que chique poder escolher o corte né, kkk) e, apesar de nas fotos do manual eles estarem mais bem feitinhos, o meu estava bem legal.
Liguei meu fogo, e coloquei a massa pra cozinhar e... mais uma surpresa: como cozinha rápido!!!! Fiz um molho de tomate com alho e manjericão e faltava o último desafio: a aprovação do público! E é claro que o maridão é a primeira cobaia (e maior entusiasta) das minhas viagens culinárias (e eu também, porque sou daquelas que se não gosto da comida que fiz, especialmente aquelas que me dedico mesmo, fico no maior mau humor). Mesa posta, vinho nas taças, 1,2,3 e, tcharamramram, ficou uma delíiiiicia!!!!! A massa fresca absorve mais o gosto do molho, é mais saborosa e mais macia e ainda está cheia de carinho.
E, nessas viagens todas, descobri mais uma paixão: adoooooro colocar a mão na massa!
Há duas semanas ganhamos de presente uma máquina de pasta, ou no bom e velho português-brasileiro, máquina de fazer macarrão. Quando abri o pacote e vi todos os instrumentos encaixotadinhos pensei "Zizus, parece mais instrumentos de tortura, kkkkkk". Confesso que sempre tive um fascínio por massas caseiras e sempre achei que seria dificílimo fazê-las. Lembro-me bem de uma viagem que eu e Lelo fizemos pra Chapada Diamantina e, no Vale do Capão, descobrimos um argentino (se não me engano o nome dele é Diego) que tinha um restaurante e sua especialidade era massas caseiras. Hummmmm, que delícia, aquela massa fresquinha, bem macia e com um bom molho por cima e um bom vinho pra acompanhar. Maravilha!!!!! Mas esse sonho de fazer a própria massa estava muito distante de mim, que naquela época só sabia fritar ovo, hehehe!
Mas nada como o tempo pra nos aprimorar... Eis-me aqui realizando vontades e alimentando desejos. Bom, primeiro fui ler o manual de instruções do meu aparelho de tortura, depois, como boa internética que sou, fui procurar algumas dicas em sites de culinária e depois cansei disso tudo e fui fazer mais ou menos do jeito que achava que tinha que ser...
Peguei minha farinha de trigo e os ovos, fiz aquele buraquinho no centro do "morro de trigo" e coloquei o primeiro ovo. Ops! Acidente à vista! O buraco que fiz só coube um ovo e a receita levaria dois. O que fazer??????? Coloquei o outro assim mesmo. Resultado: acidente!!!!!! O ovo saiu correndo da farinha de trigo e eu atrás dele, puxando com a mão toda melada, Ahhhhhh, vai dar errado!!!!!!! Mas calma, essa história não acaba em pizza! Eu fui mais rápida que ovo e consegui fazer ele se unir à farinha de trigo. Segundo obstáculo e talvez esse seja meu maior problema nas aventuras culinárias: o tamanho das xícaras!!!!! A receita pede duas xícaras e assim o fiz (mas acho que minhas "canecas" são quase o dobro do tamanho ideal de xícara. Resultado: tive que acrescentar mais ovos e refazer a corrida dos ovos, heehe!) Mas daí a coisa foi ficando gostosa...
Já faz tempo que descobri que eu adoro colocar a mão na massa (desde que aprendi a fazer massa de quiche!). Aquilo que aparentemente é um amontoado feioso começa a tomar forma. A gente começa a "acarinhar" a massa e ela vai ficando comportada, tomando jeitinho de algo que vai ficar gostoso (p.s.: geralmente eu sou daquelas que enquanto cozinha vai se empolgando com a própria comida e no final estou morrendo de vontade de experimentar minhas invenções!). Eu acho uma delícia ficar ali "amassando a massa" e confesso que faço isso com o maior carinho, colocando vontade e desejos naquela mistura de trigo e ovos... Eita, lembrei-me de "Como água para chocolate"!
Massa feita, ainda tinha mais um desafio: como usar a máquina!!!! O manual explica bem direitinho, tem até foto, mas quem já não teve aquela sensação de que, no manual, tudo parece muito mais simples do que verdadeiramente é?! Pois é... Peguei parte da massa e comecei a passar pela máquina, "Ihhhhhh, a máquina não fica parada no canto!!!! Como é que eu vou passar a massa pela máquina e seugurá-la ao mesmo tempo?!" Aha, foi aí que descobri pra quê servia uma pecinha pequenininha que tinha lá! Era pra prender a máquina no canto da mesa! ÊÊÊÊÊ! assunto resolvido, lá fui eu torturar a coitada da massa. Qual o quê! Ela até parece máquina de tortura, mas na verdade é a máquina que termina de fazer o carinho na massa até ela ficar no ponto. Na primeira "passada" ainda achava que seria um desastre, a massa se quebrou toda... Depois ela foi gostando daquele passa-dobra todinho e foi ficando com uma cara linda!!!!! E eu, claro, fui me empolgando e ficando toda orgulhosa! Terminei o passa-passa e fui cortar a massa. Escolhi o corte de fetuccini (que chique poder escolher o corte né, kkk) e, apesar de nas fotos do manual eles estarem mais bem feitinhos, o meu estava bem legal.
Liguei meu fogo, e coloquei a massa pra cozinhar e... mais uma surpresa: como cozinha rápido!!!! Fiz um molho de tomate com alho e manjericão e faltava o último desafio: a aprovação do público! E é claro que o maridão é a primeira cobaia (e maior entusiasta) das minhas viagens culinárias (e eu também, porque sou daquelas que se não gosto da comida que fiz, especialmente aquelas que me dedico mesmo, fico no maior mau humor). Mesa posta, vinho nas taças, 1,2,3 e, tcharamramram, ficou uma delíiiiicia!!!!! A massa fresca absorve mais o gosto do molho, é mais saborosa e mais macia e ainda está cheia de carinho.
E, nessas viagens todas, descobri mais uma paixão: adoooooro colocar a mão na massa!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Paris... até a última gota!
Morar na Europa tem dessas coisas. Há um mês atrás recebemos um convite de um amigo para passarmos o fim de semana em Paris. De cara aceitamos o convite - "nossa conhecer Paris..."
Na sexta nos encontramos com Carlos e pegamos a estrada. Com exatas cinco horas chegamos na tão famosa Cidade dos Boulevares. Uma cidade signo. A chegada é impactante, pra onde se olha tem monumentos incríveis, impregnados de História. Bom, chegamos às onze da noite e a única coisa que fizemos (depois de um rápido tour de carro) foi dormir, pra acordar cedo e aproveitar o dia - seize the day - carpe diem!
E foi o que fizemos! Começamos nossa caminhada às dez da manhã, pegando um metrô e fomos para todos os pontos turísticos que nossas pernas puderam aguentar (porque a cabeça, que foi atulhada de informação, já esqueceu um monte de coisas, kkk). A Bastilha (que não existe mais), Place des Vosges, Centro Pompidou, Notre Dame (ela é mais bonita de costas),
Ópera Garnier, as Pontes do Sena,
Jardins de Luxemburgo,
Saint Germain des Pres, Arco do Triunfo
etc, etc, etc. Quando deu seis da noite, nosso amigo desistiu de continuar batendo perna com a gente e resolveu voltar para o Hotel. Nós, que tínhamos marcado de se encontrar com um casal de amigos, continuamos nossas aventuras. Pegamos outro metrô e fomos parar nas escadarias da Sacré Coeur - ou Seu Crécré!
Encontramos com Pedrão e Julieta e a monstrice começou.
Na verdade foi assim. Até às seis da tarde eu sentia que estava consumindo a cidade com os olhos. A grandiosidade dos monumentos, a quantidade de informação histórica associada a eles, a quantidade de fotos que tirei (parecia que era um backup pra minha memória). Depois das seis comecei a curtir de forma mais tranquila, observando mais os detalhes pequenos, uma pixação numa parede, uma plaquinha indicando um atelier, um gato preto escondido atrás de umas plantinhas... Foram dois momentos muito distintos.
Mas bom, andamos pelas ruas de Mont Martre e acho que todo aquele ar boêmio que no século XIX esse bairro respirou, também nos inspirou. Resolvemos comprar uma garrafa de Absinto e curtir a noite nas escadarias do Seu Crécré.
Foi simplesmente ARRETADO!!!! Fomos presenteados com uma Lua Cheia, iluminando uma cidade que estava indo dormir. Nós, acordadíssimos e empolgadíssimos depois de acabar com a fada verde, fomos andar ainda mais pelas ruas de uma cidade que ainda estava acordada. Só que na empolgação do nosso encontro com Pedrão e Julieta, esquecemos de algumas coisas práticas, tipo, o metrô só funciona até duas da manhã. "Que horas são???" "Dez pras duas!!!!" "Corre que ainda dá tempo de pegar". Mas não deu!!! No meio do caminho os metrôs pararam de circular. "E agora???" E e Daniel já estávamos pensando que teríamos que voltar andando, mas nosso amigo Maldito salvou a noite (e deixou ela ainda mais divertida!!!). Vamos alugar umas bicicletas. Uau!!!!! Depois de tomar uma garrafa de Absinto (55% de álcool), andar de bicicleta, de madrugada, é muuuuuiiiiiito bom. Lá fomos nós terminar nosso passeio turístico no Moulin Rouge.
Ainda faltava visitar um ícone da cidade - A Torre Eiffel! E lá fomos nós, passamos debaixo dela de bicicleta e, para a minha surpresa, ela estava apagada ("estava sem maquiagem" "A torre por ela mesma"). Mas foi tão divertido que nem liguei pra isso.
Chegamos no Hotel jurando que o bar estaria aberto, pois não estávamos dispostos a ir dormir às três da manhã, sabendo que iríamos embora no outro dia e sem saber quando veríamos Pedrão e Julieta de novo. Pro nosso desespero, o bar estava fechado. Palma, palma, não priémos cânico!!!! Tinha uma brasileira trabalhando na recepção do Hotel e ela nos avisou de uma vendinha (de um Turco que falava Português), que passava a madrugada aberta. É claaaro que fomos lá. Duas vezes por sinal. E ficamos conversando no Hall do Hotel até não aguentarmos mais. Às quatro da manhã a cozinha estava começando a funcionar e um funcionário (que santo) trouxe quatro pain au chocolat pra nós, pobres bebinhos, kkkk! Que delícia. Ficamos até as seis da manhã juntinhos, bebendo e conversando besteira.
Às oito tínhamos que acordar para ir para o Louvre. Ui ui ui. Tiramos um cochilo de duas horinhas e Daniel conseguiu a façanha de acordar mais bêbo do que quando foi dormir. Estávamos os dois numa ressaca braba dentro do Louvre.
Resultado, não vi a menor graça na Monalisa. Provavelmente a ressaca e a quantidade de gente ao redor ajudou na minha antipatia pela estrela do museu, mas de fato, não achei lá essas coisas.
Domingo à tarde pegamos a estrada de volta pra Holanda e a sensação que levei de Paris é que aproveitamos até a última gota (de cachaça, kkkkk). Uma cidade muito bonita e que merece ser visitada com mais calma, mas ainda assim, valeu muito a visita!
Na sexta nos encontramos com Carlos e pegamos a estrada. Com exatas cinco horas chegamos na tão famosa Cidade dos Boulevares. Uma cidade signo. A chegada é impactante, pra onde se olha tem monumentos incríveis, impregnados de História. Bom, chegamos às onze da noite e a única coisa que fizemos (depois de um rápido tour de carro) foi dormir, pra acordar cedo e aproveitar o dia - seize the day - carpe diem!
E foi o que fizemos! Começamos nossa caminhada às dez da manhã, pegando um metrô e fomos para todos os pontos turísticos que nossas pernas puderam aguentar (porque a cabeça, que foi atulhada de informação, já esqueceu um monte de coisas, kkk). A Bastilha (que não existe mais), Place des Vosges, Centro Pompidou, Notre Dame (ela é mais bonita de costas),
Na verdade foi assim. Até às seis da tarde eu sentia que estava consumindo a cidade com os olhos. A grandiosidade dos monumentos, a quantidade de informação histórica associada a eles, a quantidade de fotos que tirei (parecia que era um backup pra minha memória). Depois das seis comecei a curtir de forma mais tranquila, observando mais os detalhes pequenos, uma pixação numa parede, uma plaquinha indicando um atelier, um gato preto escondido atrás de umas plantinhas... Foram dois momentos muito distintos.
Mas bom, andamos pelas ruas de Mont Martre e acho que todo aquele ar boêmio que no século XIX esse bairro respirou, também nos inspirou. Resolvemos comprar uma garrafa de Absinto e curtir a noite nas escadarias do Seu Crécré.
Às oito tínhamos que acordar para ir para o Louvre. Ui ui ui. Tiramos um cochilo de duas horinhas e Daniel conseguiu a façanha de acordar mais bêbo do que quando foi dormir. Estávamos os dois numa ressaca braba dentro do Louvre.
Domingo à tarde pegamos a estrada de volta pra Holanda e a sensação que levei de Paris é que aproveitamos até a última gota (de cachaça, kkkkk). Uma cidade muito bonita e que merece ser visitada com mais calma, mas ainda assim, valeu muito a visita!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Um São João diferente!
Esse foi o meu primeiro São João fora do Brasil. E quem me conhece sabe que eu adoooro essa festa e tudo que se relaciona com ela: canjica, pamonha, milho cozido, munguzá, forró, côco, fogueira, fogos e por aí vai. Sem contar que a data é especial pra mim e pra Daniel, pois há nove anos atrás nos conhecemos num "rala-bucho" e há cinco anos organizamos o nosso próprio arraial pra comemorar nossa escolha de compartilharmos nossas vidas. O São João é especial mesmo!!!!!
Mas, como ia dizendo, esse foi meu primeiro São João longe do Brasil. E decidimos que, em vez de procurar alguma festa "brasileira-junina", iríamos passar um São João diferente. Fomos acampar numa ilha, chamada Vlieland, que fica na Frísia (bem no norte do país), uma das províncias que compõe os Países Baixos. E como era uma ilha, tivêmos que pegar um barco pra atravessar o WaddenZee. A travessia leva uma hora e meia e é bem legal, pois fica um monte de gaivotas ao redor do barco pegando carona nas correntes de vento que o barco cria. E é uma onda, as bichinhas são quase treinadas, ou melhor, estão mal acostumadas. Elas ficam ao redor do barco pra que o pessoal jogue comida pra elas. Eu entrei nessa e até consegui fazer com que uma viesse comer na minha mão! Mas eu tava morrendo de medo que elas bicassem meu dedo, kkkkk!

Mas, voltando ao começo da história... Sábado acordamos bem cedinho pra começar a odisséia pra chegar lá. Tivemos que pegar quatro trens, um barco e ainda fazer uma caminhadinha pra chegar até o camping. Só que entre os trens e a hora de pegar o barco, tivemos que esperar quase três horas. Aí aproveitamos pra conhecer a cidade portuária, Harlingen. Demos umas voltas pelo centro histórico que é bem pequeninho e ainda vimos um casamento acontecer, com a noiva chegando na prefeitura num mustang, toda moral, kkkk!!


Contando desde a hora que a gente saiu de casa até montar a barraca no lugarzinho dela, foram doze horas. Estávamos moídos de cansados, ou como eles dizem aqui "Ik was kapot". No outro dia saímos pra explorar a ilha. Passamos o dia caminhando pelos bosques de pinheiro nas dunas, fizemos pic-nic, achamos vários mirantes, com vistas lindas. Estávamos voltando pra casa/barraca, quando avistamos a pobre coitada sofrendo com a tempestade de vento que estava rolando. Nossa barraca só não voou pelos ares porque estava cheia de tralha dentro. Essa foi nossa sorte, porque ela estava quase toda desmontada. Ui ui, que aperreio. Na verdade a gente fez besteira. Montamos a barraca em cima de uma duna, completamente expostos ao vento. Talvez seja resquícios da herança portuguesa, de construir no alto das colinas. Mas, já diz o ditado "em Roma aja como os romanos". Na holanda, aja como os holandeses. E lá fomos nós achar um "buraco" pra montar a barraca. Estávamos, litralmente, em terras baixas. Foi a nossa sorte, pois se não a barraca não aguentaria. Mas bem, camping sem aventura não está completo né?!
Resolvido esse probelminha, contuamos nos curtindo e curtindo o lugar. A noite de São João mesmo, passamos à beira da praia, vendo um pôr-do-sol maravilhoso, bebendo vinho e tocando violão. Não tinha nada de São João, mas ficamos lá lembrando de todos os outros São Joãos arretados que passamos e de como esse vai entrar pra nossa história paticular. Sem canjica, sem forró, sem fogueira, mas estávamos juntinhos um do outro, se curtindo bastante e comemorando nossas bodas de madeira. E quanto à falta que sentimos das coisas da terrinha, é como diz aquela música "saudade o meu remédio é cantar, laiá laiá laiá laiá..."


Foi a primeira vez também que a gente acampou aqui na Holanda e mesmo com todos os perrengues, a nossa barraquinha aguentou o tranco. Só tem um detalhe, acampar por aqui exige muito mais tralha porque, mesmo estando no verão, à noite a temperatura esfria bastante e pra quem já acampou sabe que quando tem sol a barraca é um forninho, mas quando tá frio ela vira uma geladeira e aí a gente teve que levar uma quantidade de tralha bem grande.
Voltamos pra casa com gostinho de quero mais. Foi um São João diferente, mas foi um São João maravilhoso!!!! Essa é mais uma viagem que compartilho aqui, nas minhas viagens...
Mas, como ia dizendo, esse foi meu primeiro São João longe do Brasil. E decidimos que, em vez de procurar alguma festa "brasileira-junina", iríamos passar um São João diferente. Fomos acampar numa ilha, chamada Vlieland, que fica na Frísia (bem no norte do país), uma das províncias que compõe os Países Baixos. E como era uma ilha, tivêmos que pegar um barco pra atravessar o WaddenZee. A travessia leva uma hora e meia e é bem legal, pois fica um monte de gaivotas ao redor do barco pegando carona nas correntes de vento que o barco cria. E é uma onda, as bichinhas são quase treinadas, ou melhor, estão mal acostumadas. Elas ficam ao redor do barco pra que o pessoal jogue comida pra elas. Eu entrei nessa e até consegui fazer com que uma viesse comer na minha mão! Mas eu tava morrendo de medo que elas bicassem meu dedo, kkkkk!
Mas, voltando ao começo da história... Sábado acordamos bem cedinho pra começar a odisséia pra chegar lá. Tivemos que pegar quatro trens, um barco e ainda fazer uma caminhadinha pra chegar até o camping. Só que entre os trens e a hora de pegar o barco, tivemos que esperar quase três horas. Aí aproveitamos pra conhecer a cidade portuária, Harlingen. Demos umas voltas pelo centro histórico que é bem pequeninho e ainda vimos um casamento acontecer, com a noiva chegando na prefeitura num mustang, toda moral, kkkk!!
Contando desde a hora que a gente saiu de casa até montar a barraca no lugarzinho dela, foram doze horas. Estávamos moídos de cansados, ou como eles dizem aqui "Ik was kapot". No outro dia saímos pra explorar a ilha. Passamos o dia caminhando pelos bosques de pinheiro nas dunas, fizemos pic-nic, achamos vários mirantes, com vistas lindas. Estávamos voltando pra casa/barraca, quando avistamos a pobre coitada sofrendo com a tempestade de vento que estava rolando. Nossa barraca só não voou pelos ares porque estava cheia de tralha dentro. Essa foi nossa sorte, porque ela estava quase toda desmontada. Ui ui, que aperreio. Na verdade a gente fez besteira. Montamos a barraca em cima de uma duna, completamente expostos ao vento. Talvez seja resquícios da herança portuguesa, de construir no alto das colinas. Mas, já diz o ditado "em Roma aja como os romanos". Na holanda, aja como os holandeses. E lá fomos nós achar um "buraco" pra montar a barraca. Estávamos, litralmente, em terras baixas. Foi a nossa sorte, pois se não a barraca não aguentaria. Mas bem, camping sem aventura não está completo né?!
Resolvido esse probelminha, contuamos nos curtindo e curtindo o lugar. A noite de São João mesmo, passamos à beira da praia, vendo um pôr-do-sol maravilhoso, bebendo vinho e tocando violão. Não tinha nada de São João, mas ficamos lá lembrando de todos os outros São Joãos arretados que passamos e de como esse vai entrar pra nossa história paticular. Sem canjica, sem forró, sem fogueira, mas estávamos juntinhos um do outro, se curtindo bastante e comemorando nossas bodas de madeira. E quanto à falta que sentimos das coisas da terrinha, é como diz aquela música "saudade o meu remédio é cantar, laiá laiá laiá laiá..."
Foi a primeira vez também que a gente acampou aqui na Holanda e mesmo com todos os perrengues, a nossa barraquinha aguentou o tranco. Só tem um detalhe, acampar por aqui exige muito mais tralha porque, mesmo estando no verão, à noite a temperatura esfria bastante e pra quem já acampou sabe que quando tem sol a barraca é um forninho, mas quando tá frio ela vira uma geladeira e aí a gente teve que levar uma quantidade de tralha bem grande.
Voltamos pra casa com gostinho de quero mais. Foi um São João diferente, mas foi um São João maravilhoso!!!! Essa é mais uma viagem que compartilho aqui, nas minhas viagens...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Viagens pelo Português
O que é, o que é: de frente sou uma cabra, de lado sou um mocho???
Advinharam???
É a torre da Universidade de Coimbra, claro!! Kkkkkkkk!!!!!
Advinharam???
É a torre da Universidade de Coimbra, claro!! Kkkkkkkk!!!!!

É que nessa torre tem um sino, que foi apelidado de "Cabra" (que em Portugal quer dizer chata!), que era o responsável por acordar os estudantes todas as manhãs às sete da madruga, daí porque "cabra". Porém, se olharmos de lado para a torre, ela fica parecendo um Mocho (um tipo de coruja). E aí, foi assim, estávamos num táxi em Coimbra, e o motorista, muito simpático, estava falando um pouco da cidade e aí, quando ele passou por essa torre, ele apontou e perguntou assim pra gente: vocês já viram a cabra que vira mocho???
Hein??? cuma????? Não entendi nada do que o motorista falou! Cabra, que vira mocho??? Primeiro, não tava vendo nenhuma cabra por perto, e na verdade, nem sabia o que era mocho, quanto mais uma cabra que vira mocho, kkkk!!!!!
E só depois, quando outra pessoa nos contou sobre a história do sino e eu descobri o que era um mocho, a hostória toda fez sentido!!! Dããã!!!
O problema é que depois que descobri o mocho na cabra, não conseguia ver mais a torre, só o mocho! Não tinha jeito, olhando de frente, de lado, de baixo, de todo jeito, meu olho ficou viciado no mocho!
Outra experiência engraçadíssima foi descobrir que em Coimbra, dizer "foda-se" não é insulto! Quando você dá uma topada, fala: FODA-SE!
Quando toca uma música boa: FODA-SE!
Quando tá com raiva: FODA-SE
Quanto não está com raiva: FODA-SE!
E a história foi mais ou menos assim: fomos pra Coimbra visitar um casal de amigões nossos, mas fomos em dias de festa por lá. A festa das queima das fitas, (ou queima do grelo, que é a fita de formatura que vai ser queimada. Apesar de que muito grelo mesmo, em português do Brasil, é queimado durante as comemorações, hehehehe), que dura uma semana inteeeeeiiira. É a festa de formatura da Universidade de Coimbra, e como a cidade é estudantil, já viu o tamanho da farra. E a abertura oficial é uma Seresta cantada no pé da Igreja da Sé Velha. Fomos pra lá e qual a nossa surpresa quando vimos a multidão, tipo Olinda nos quatro quantos. A maioria do pessoal desistiu de tentar chegar perto, mas eu, Daniel e Gabi fomos corajosos e nos aventuramos na multidão. (A foto abaixo é antes de chegarmos nos "quatro cantos" da Sé Velha!!)
Hein??? cuma????? Não entendi nada do que o motorista falou! Cabra, que vira mocho??? Primeiro, não tava vendo nenhuma cabra por perto, e na verdade, nem sabia o que era mocho, quanto mais uma cabra que vira mocho, kkkk!!!!!
E só depois, quando outra pessoa nos contou sobre a história do sino e eu descobri o que era um mocho, a hostória toda fez sentido!!! Dããã!!!
O problema é que depois que descobri o mocho na cabra, não conseguia ver mais a torre, só o mocho! Não tinha jeito, olhando de frente, de lado, de baixo, de todo jeito, meu olho ficou viciado no mocho!
Outra experiência engraçadíssima foi descobrir que em Coimbra, dizer "foda-se" não é insulto! Quando você dá uma topada, fala: FODA-SE!
Quando toca uma música boa: FODA-SE!
Quando tá com raiva: FODA-SE
Quanto não está com raiva: FODA-SE!
E a história foi mais ou menos assim: fomos pra Coimbra visitar um casal de amigões nossos, mas fomos em dias de festa por lá. A festa das queima das fitas, (ou queima do grelo, que é a fita de formatura que vai ser queimada. Apesar de que muito grelo mesmo, em português do Brasil, é queimado durante as comemorações, hehehehe), que dura uma semana inteeeeeiiira. É a festa de formatura da Universidade de Coimbra, e como a cidade é estudantil, já viu o tamanho da farra. E a abertura oficial é uma Seresta cantada no pé da Igreja da Sé Velha. Fomos pra lá e qual a nossa surpresa quando vimos a multidão, tipo Olinda nos quatro quantos. A maioria do pessoal desistiu de tentar chegar perto, mas eu, Daniel e Gabi fomos corajosos e nos aventuramos na multidão. (A foto abaixo é antes de chegarmos nos "quatro cantos" da Sé Velha!!)

Detalhe, todos os formandos usam uma beca completa e volumosa... E nessa multidão toda, a galera tirou a beca e pendurou na mão. Resultado, muita beca arrastando no chão e sendo pisada, hehe! E de repente, eu escuto um grito no pé do ouvido: Minha beca, larga a minha beca!!!! Olhei e vi que era comigo. E disse, não sou eu, não sou eu.
Respota: FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!
Levantei as mãos, pra mostrar que não era eu mesmo que estava puxando.
E a menina: FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!
Fiquei sem saber o que fazer pra convencer a menina de que não era eu
Depois rodrigo nos explicou que ela não estava falando tão literalmente assim, que era uma expressão muito usual por lá!!!!
Acho que também conta a quantidade de finos (chopp) ingerida, kkkk!
Mas... Voltando à cabra, digam mesmo se não é um mocho direitinho??? E pra mim ele tá até rindo. Tá ou não tá?!
Respota: FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!
Levantei as mãos, pra mostrar que não era eu mesmo que estava puxando.
E a menina: FODA-SE! FODA-SE! FODA-SE!
Fiquei sem saber o que fazer pra convencer a menina de que não era eu
Depois rodrigo nos explicou que ela não estava falando tão literalmente assim, que era uma expressão muito usual por lá!!!!
Acho que também conta a quantidade de finos (chopp) ingerida, kkkk!
Mas... Voltando à cabra, digam mesmo se não é um mocho direitinho??? E pra mim ele tá até rindo. Tá ou não tá?!
domingo, 27 de abril de 2008
Saudades...
Sabe aquelas horas que não se sabe como um pensamento surgiu na cabeça da gente, o que foi que o motivou, de onde ele chegou? Pois é, ultimamente estou tendo algumas experiências desse tipo e, refletindo bastante sobre tais pensamentos, estou chegando a conclusão de que é SAUDADE!
Na verdade não são bem pensamentos, mas lembranças, mas elas são tão fortes que muitas vezes traz junto outras sensações. Explico melhor: outro dia estava aqui em casa, tínhamos acabado de fazer feira e fui preparar um cafezinho pra mim e pra Daniel. Abri o pacote e qual foi minha surpresa, de experienciar uma sensação de que estava na Várzea, na minha casa, fazendo nosso café. Foi uma sensação incrivelmente forte. E lembrei-me que o tal café que estava abrindo aqui era brasilieiro e o seu cheiro me reportou para minha terra, me teletransportou para a minha casa na Várzea e por frações de segundo me vi lá.
A mais nova que tive foi água de côco. Ai ai ai, estava aqui, olhando o povo holandês lagartixar no solzinho de 15 graus e, imediatamente, me vi em Porto de Galinhas, caminhando pela praia, num sol de 35 graus, tomando uma água de côco geladinha. Nossa, fiquei salivando... Kkkkkk!!
Pois é, morar fora por muito tempo tem dessas coisas, às vezes faz a gente se enraizar ainda mais em determinadas lembranças, em coisas que faziam parte do nosso mais comum cotidiano. É a saudade...
Na verdade não são bem pensamentos, mas lembranças, mas elas são tão fortes que muitas vezes traz junto outras sensações. Explico melhor: outro dia estava aqui em casa, tínhamos acabado de fazer feira e fui preparar um cafezinho pra mim e pra Daniel. Abri o pacote e qual foi minha surpresa, de experienciar uma sensação de que estava na Várzea, na minha casa, fazendo nosso café. Foi uma sensação incrivelmente forte. E lembrei-me que o tal café que estava abrindo aqui era brasilieiro e o seu cheiro me reportou para minha terra, me teletransportou para a minha casa na Várzea e por frações de segundo me vi lá.
A mais nova que tive foi água de côco. Ai ai ai, estava aqui, olhando o povo holandês lagartixar no solzinho de 15 graus e, imediatamente, me vi em Porto de Galinhas, caminhando pela praia, num sol de 35 graus, tomando uma água de côco geladinha. Nossa, fiquei salivando... Kkkkkk!!
Pois é, morar fora por muito tempo tem dessas coisas, às vezes faz a gente se enraizar ainda mais em determinadas lembranças, em coisas que faziam parte do nosso mais comum cotidiano. É a saudade...
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